CONSTRUINDO A ARGUMENTAÇÃO ESCRITA: POSSIBILIDADE OU DESAFIO?

(BUILDING THE ARGUMENTATIVE WRITING: POSSIBILITY OR CHALLENGE?)

 

Adriana FISCHER (UFSC/UNIDAVI)

 

 

ABSTRACT: The argumentative activity presents itself as a possibility of developing critical position in students’ career. Based on this point of view, this research was developed in a 4th grade Elementary School in order to construct meaningful productions in situations that involve values and criticism.

 

KEYWORDS: argumentation; texts; critical position; interaction.

 

0. Interlocução e produção argumentativa - uma possibilidade

 

O rápido desenvolvimento da sociedade moderna exige do homem participação em várias situações de interação. Conseqüentemente, revelações de posicionamentos e julgamentos críticos são imprescindíveis para que ele não seja manipulado, de forma coerciva, pela opinião pública ou pela massificação da mídia. Por conseguinte, há a necessidade de gerenciar relações com as pessoas desde o campo profissional até o pessoal. E para isso é preciso conversar e argumentar, para compreender os interesses dos outros (interlocutores), bem como para defender os próprios interesses.

Conforme Abreu (2000:10), argumentar, no discurso do senso comum, é vencer alguém, forçá-lo a submeter-se a nossa vontade. No entanto, essa atividade exige um esforço mais sutil, pois como mostra este autor “argumentar  é integrar-se ao universo do outro. É também obter aquilo que desejamos, mas de modo cooperativo e construtivo, traduzindo nossa verdade dentro da verdade do outro.”

A habilidade de argumentar assume papel relevante na comunicação, seja oral ou escrita, pois consiste em um modo particular de interação humana. Nessa perspectiva, desenvolveu-se uma pesquisa com alunos de uma 4a série do Ensino Fundamental, do Colégio de Aplicação da UFSC, em Florianópolis, a fim de instigá-los à produção argumentativa, reveladora de valores e pontos de vista críticos, por meio da construção de textos dissertativos. Com o intuito de viabilizar um processo de construção de sentidos com a atividade de argumentação, faz-se necessária a adoção de procedimentos de ensino-aprendizagem mais conectados com situações concretas de produção da linguagem. Ainda sob esta ótica, compreende-se o aluno como um sujeito social em sala de aula. Ele pertence a uma classe social onde dialogam diferentes discursos e onde ele interage com diferentes interlocutores. Assim, de acordo com Bakhtin (1997), esse sujeito é histórico e ideológico, uma vez que se constitui por diferentes vozes sociais, bem como se constituiu na e pela linguagem. Esta, por sua vez, ganha dimensão de atividade humanizadora efetuada entre indivíduos sócio-historicamente situados.

O trabalho com a argumentação escrita, de acordo com as conceituações expostas, é bastante determinado pela presença da interlocução no discurso e adquire grande importância quando inserido na produção de gêneros do discurso. Assim, conforme Geraldi (1997:137): “por mais ingênuo que possa parecer, para produzir um texto (em qualquer modalidade) é preciso que: a) se tenha o que dizer; b) se tenha uma razão para dizer o que se tem a dizer; c) se tenha para quem dizer o que se tem a dizer; d) o locutor se constitua como tal, enquanto sujeito que diz o que diz para quem diz  [...]; e) se escolham as estratégias para realizar  (a), (b), (c), (d).”  Essas estratégias, por sua vez, são bastante determinadas em função do que se tem a dizer e das razões para dizer a quem se diz. Geraldi (1997:164) aponta para a contribuição do professor, nesse momento, a qual é decisiva, pois não sendo um destinatário final dos textos que se produzem, faz-se interlocutor que, questionando, sugerindo, testando o texto do aluno como leitor, constrói-se como co-autor que aponta caminhos possíveis para o aluno dizer o que quer dizer na forma que escolheu.

Com o objetivo de pesquisar e analisar o processo de produção de textos dissertativos,  na 4a série em questão, foi realizado um trabalho sistemático e controlado pela pesquisadora por intermédio de intervenção colaborativa com a professora regente da classe. Esta opção metodológica advém de abordagens relativas à pesquisa-ação, a qual objetiva não apenas mostrar o que e como algo está ocorrendo, mas possibilita mudar a situação, na qual se está pesquisando, tornando-a melhor. Além desse caráter, a pesquisa também caracteriza-se como um estudo do tipo etnográfico, pois supõe a participação e ação constante do pesquisador com o ambiente e a situação que está sendo investigada. Dessa forma, a preocupação com o processo é muito maior do que  com o produto, enfim, os esforços são destinados à investigação e à interpretação do processo de construção do ensino-aprendizagem. Compreende-se, pois, que a união entre o estudo do tipo etnográfico e a investigação-ação é produtiva para o trabalho do professor, o qual atua com o pesquisador na construção de novos conhecimentos e possibilita, assim, um aperfeiçoamento do trabalho junto aos alunos.

 

1. Construções e desafios em um processo de produção de sentidos

 

A eleição dos gêneros dissertativos como parte integrante do processo de produção de textos na escola é uma das possibilidades de ações pedagógicas. O grande benefício desta escolha, conforme Rosenblat (2000), parte do princípio de que o exercício da cidadania é bastante dependente da capacidade de os sujeitos compreenderem e atuarem em situações que envolvem valores e posicionamentos. Então, é pertinente que condições de produção sejam oferecidas aos alunos, desde os primeiros anos do Ensino Fundamental, para operar com a análise e produção de gêneros dissertativos, considerando, sempre, as suas especificidades. Resultados qualitativos podem ser obtidos com a promoção de um ensino sistemático com estes gêneros, articulado com outras formas de trabalho, as quais garantam uma progressão curricular que fundamente e viabilize as ações didáticas.

Com base nesses pressupostos teóricos, o processo de intervenção colaborativa, ocorrido em uma 4a série, abarcou a realização de diferentes atividades e produções com textos dissertativos. Uma proposta inicial de texto, realizada com os alunos, teve o objetivo de verificar como esses sujeitos revelavam e sustentavam, através da língua escrita, o ponto de vista acerca de um assunto. A razão desta proposta também partiu da constatação de que os alunos expunham semanalmente um resumo e a opinião sobre uma notícia atual lida ou assistida. Os dados obtidos através das produções escritas dos alunos, revelaram que não é viável afirmar que esses sujeitos têm dificuldades em emitir opiniões sobre assuntos conceituais, como os abordados em produções dissertativas. O que se verificou foi a falta de argumentos que pudessem enriquecer o posicionamento dos alunos. Muitos textos, em conseqüência, apresentaram repetição das mesmas idéias, apagando a oportunidade de o produtor discutir mais detalhadamente o assunto com informações diversas. Logo, esta foi uma determinante causa que dificultou a realização desses textos para muitos alunos.

Partindo das constatações obtidas com a primeira experiência de produção textual realizada pelos alunos, no tocante à argumentação escrita – apresentação e sustentação do ponto de vista – optou-se por realizar diversas atividades orais e escritas com esses sujeitos no intuito de encaminhá-los, gradativamente, à produção dos gêneros dissertativos. Assim, essas atividades foram direcionadas para análise de textos, para elaboração de esquemas – planejamento textual e atividades de argumentação oral e escrita. Em relação a estas últimas, ressalta-se a realização de um debate político, para eleição de prefeito, proposto aos alunos, com a finalidade de enfatizar a aplicabilidade do ato de argumentar, a importância de esquematizar as idéias e com o objetivo de explorar o tema eleições, o qual se fazia bastante presente entre eles.

Através  das produções escritas – propostas para o governo, seguidas de argumentos, foi possível compreender as facilidades, as dificuldades, bem como as atitudes de iniciativa ou não dos grupos de alunos diante da atividade. Como exemplo, pode-se destacar a interação de um dos grupos, que produziu as propostas para o governo de um candidato a prefeito e os respectivos argumentos, com bastante facilidade, revelando participação conjunta dos integrantes. Esta atitude pode ser comprovada através dos argumentos construídos por eles, como denotam alguns exemplos: vamos melhorar a cidade, construindo praças, novos postos médicos, construir mais postos de gasolina e baixar o preço da gasolina, acabar com o desemprego, construir mais escolas públicas, aumentar o salário 13%, ajudar pessoas necessitadas, acabar com a poluição dos rios, acabar com a violência, acabar com o tráfico de drogas, aumentar o policiamento nas cidades.  Estes e outros argumentos mostraram-se significativos aos eleitores  - alunos de uma outra série – os quais acompanharam a apresentação das propostas, pois muitas perguntas foram direcionadas aos candidatos a prefeito (cinco alunos da 4a série em questão).

Evidencia-se a facilidade dos alunos em construir argumentos, quando realmente interessados em defender alguma causa. Foi vencedor o candidato (aluno), que cativou os eleitores, ou melhor, foi bastante simpático e interativo durante o discurso e soube, acima de tudo, responder de forma a agradar aos eleitores que participaram do debate político. Portanto, esta produção possibilita afirmar que atividades de argumentação oral e escrita podem ser trabalhadas com alunos de séries iniciais, se o professor proporcionar a inserção desses sujeitos num processo dialógico com a linguagem. Assim, são oportunizadas a eles condições reais de produção que os desafiem a revelar e sustentar pontos de vista sobre diferentes temas que circulam na sociedade na qual eles estão inseridos. Vale ressaltar que o processo dialógico deve-se dar, também, na construção de conhecimentos, nas atitudes com os alunos e no trabalho com qualquer gênero discursivo. Nesse sentido, mesmo que o debate se dê por meio da linguagem oral, requer instruções, direcionamentos ou orientações para sua realização.

Dessa forma, esta e outras atividades permitiram que esses sujeitos se relacionassem com saberes específicos como a emissão de um ponto de vista crítico sobre um tema em questão e a produção de argumentos escritos. Paulatinamente, os alunos foram ampliando e construindo conhecimentos, capazes de melhor conduzi-los na produção de textos dissertativos. Em relação à realização desses textos, destaca-se  a produção de uma resenha crítica do filme infantil “Os Batutinhas”. Para que fossem introduzidas as partes principais desse gênero discursivo, realizou-se a leitura e análise de uma resenha crítica intitulada “Carteiras Vazias” do autor Sérgio Rizzo. Os momentos seguintes foram destinados a  assistir ao filme infantil, bem como a explicar a configuração textual da resenha crítica. Esses passos, que antecederam a produção da primeira versão dos textos, pareceram funcionar como propulsores para o bom desempenho dos alunos. Fica evidente, então, que o modelo apresentado ao aluno não pode ser entendido como um recurso inibidor da autoria dos sujeitos nos textos. É com base em orientações realizadas pelo professor que é possível, ao aluno, aperfeiçoar sua linguagem escrita no tocante aos recursos lingüísticos e discursivos que dão sentido ao texto.

A produção da resenha crítica revelou grande comprometimento dos alunos, os quais se preocuparam em emitir opiniões, construir argumentos relevantes e convincentes à divulgação/ crítica do filme e mesmo em fazer sugestões diretivas ao leitor. É importante deixar claro que as sustentações e justificativas escritas, na maioria dos textos, não foram muito trabalhadas pelos alunos. Porém, por mais singelas e breves que mostraram ser essas formas de argumentação, construídas diferentemente por cada aluno, não se pode desqualificar o esforço, a dedicação e o empenho que eles, em geral, comprovaram na elaboração da argumentação escrita. Vale mencionar um trecho de um texto de aluno: Em minha opinião o filme é bom, bem elaborado, interessante, engraçado e tem uma moral muito importante para os dias de hoje: só se unindo eles conseguiram o seu ideal.

É preciso compreender que, textos que exigem a construção de argumentações, ressaltam a marca de subjetividade, a qual é talvez mais forte do que em outras formas discursivas, como a narração e a descrição (Martinez, 1998). Em vista disso, de acordo com esta autora, sempre que comentamos sobre algo, emitimos opiniões, tentando sempre cercar o interlocutor e fazê-lo vir até nós. Em conseqüência, a intenção maior de quem tece uma reflexão sobre algo e a emite é envolver o ouvinte de maneira a atraí-lo e persuadi-lo de que a nossa reflexão é adequada à situação e pauta-se pelo maior grau de aceitabilidade.

Outro dado bastante recorrente nos textos, especificamente nos trechos em que estavam explícitas as opiniões dos alunos, foi a presença do verbo achar, com o objetivo de realçar o posicionamento. Esta ocorrência prova que os alunos não tinham dificuldades em expor o ponto de vista, neste caso, sobre a história do filme. Porém, hesitavam na elaboração de argumentos que sustentassem suas opiniões, fazendo-os solicitar ajuda da professora  e da pesquisadora. Esta foi uma atitude positiva, por parte dos alunos, pois a maioria deles sentiu necessidade de ter orientação particular, sobre como proceder a construção escrita das justificativas de formas diferenciadas, já que não era uma atividade cotidiana nas tarefas escolares.

Uma outra importante comprovação, que dá destaque à maioria dos textos, é a produção dos títulos, os quais foram condizentes aos conteúdos abordados e também se mostraram atrativos ao leitor. Para exemplificar, alguns foram: Amigos para sempre, Crianças aventureiras, Anti-meninas, Mulheres? Nem pensar, Sede encerrada, União entre meninos e meninas.

Com base nos resultados obtidos com a primeira versão dos textos dos alunos, preparou-se uma atividade coletiva de discussão e análise desses textos. Com a ajuda de um material de apoio (transparência) foram focalizadas algumas ocorrências mais recorrentes no conjunto de textos dos alunos: a construção de períodos longos, a presença de palavras repetidas, as confusões operadas entre as palavras mas/mais, a importância do título no texto e produção das opiniões críticas. As discussões foram orientadas pela pesquisadora, porque os alunos destinavam maior atenção aos aspectos gramaticais. A interação entre os alunos foi produtiva ao trabalho, pois alternativas de mudanças foram sendo cogitadas por eles. A atividade de análise e discussão das primeiras versões dos textos – resenhas críticas – demonstrou ser a grande incentivadora para a reescrita dos mesmos, pois os tópicos abordados na discussão coletiva foram acatados, na sua maioria, pelos alunos. Em segundo lugar, as orientações individuais, postas em cada texto, também foram direcionadoras na reescrita de muitos deles.

Objetivando conceder ainda mais sentido às resenhas críticas dos alunos, a segunda versão delas foi remetida ao autor Sérgio Rizzo. Como resposta, este enviou aos alunos uma bonita mensagem, dando bastante ânimo a esses sujeitos que, de início, demonstraram-se desacreditados em obter atenção de um autor com trabalhos publicados nacionalmente. Para revelar a alegria que sentiram pela mensagem recebida, muitos alunos endereçaram cartas ao autor, agradecendo a atenção dele aos textos produzidos. Logo, através dessas atitudes dos alunos, confirmam-se a importância e a necessidade de se ter interlocutores reais aos textos produzidos ou mesmo razões e objetivos para se dizer, para elaborar textos na escola e não somente para a escola.

Esta proposta de produção textual, desenvolvida por intermédio de intervenção colaborativa,  mostrou-se aceitável e gratificante aos alunos em geral. A atividade de argumentação, por exemplo, foi trabalhada de forma natural, sem maiores complicações, pois o assunto que os alunos estavam desenvolvendo era compatível com a idade deles, ou seja, próximo das experiências de vida deles. Assim, foi possível desafiar esses sujeitos para que ampliassem as justificativas/sustentações aos pontos de vista revelados por eles acerca do filme a que tinham assistido, não sendo demonstradas atitudes de oposição. É possível também que a forma de conduzir as explicações, no período anterior à produção escrita, tenha facilitado a compreensão, desencadeando o ótimo desempenho e satisfação dos alunos durante a elaboração do texto. Portanto, as condições de produção, oportunizadas aos alunos, possibilitaram que a elaboração da resenha crítica representasse uma construção de sentidos inserida num processo dialógico, dinamizado pelas diversas formas de interação entre alunos e professoras.

 

2. Um caminho, outras perspectivas

 

Muitos desempenhos positivos, crescimentos e mudanças de atitudes foram evidenciados pelos alunos ao longo do processo de produção de textos dissertativos que os instigaram à construção da argumentação escrita. Paralelamente, muitos desafios os desestabilizaram, revelando as suas dificuldades. Porém, a experiência com a linguagem é decisiva para a produção desses textos. Não se pode afirmar que esses alunos não conseguem fazer textos conceituais (Citelli, 2001), pois as dificuldades reveladas são conseqüência da falta de recursos exigidos pelo raciocínio argumentativo. O que se pode depreender, a partir do trabalho intenso e sistemático realizado com os alunos, é que o contato constante com atividades que os desafiem a revelar seus pontos de vista, a elaborar argumentos convincentes, a utilizar estratégias argumentativas - recursos expressivos, permitirá, gradativamente, um melhor desempenho discursivo e lingüístico na produção de textos dissertativos já nas séries iniciais  do Ensino Fundamental. Assim, compreende-se que “a linguagem nunca está completa, ela é uma tarefa, um projeto sempre caminhando e sempre inacabado” (Jobim e Souza, 1994:100).

 

RESUMO: A atividade argumentativa apresenta-se como uma possibilidade de desenvolver, nos alunos, habilidades de emissão e sustentação de pontos de vista críticos. A fim de oportunizar um trabalho com a produção de sentidos, em situações que envolvam valores e posicionamentos, desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa em uma 4a série do Ensino Fundamental.

 

PALAVRAS-CHAVE: argumentação; textos; posicionamento crítico; interação.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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BAKTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

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CITELLI, Beatriz. Produção e leitura de textos no Ensino Fundamental: poema, narrativa, argumentação. São Paulo: Cortez, 2001.

GERALDI, João Wanderley. Portos de passagem. 4.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

JOBIM E SOUZA, Solange. Bakhtin: a dimensão ideológica e dialógica da linguagem. In: ___. Infância e linguagem: Bakhtin, Vygostsky e Benjamim. São Paulo: Papirus, 1994. p. 97-121.

LEITE, Sérgio Antônio da Silva.; VALLIM, Anamarisa. O desenvolvimento do texto dissertativo em crianças da 4a série. Cadernos de pesquisa, São Paulo, n. 109, p. 173-200, março 2000.

MARTINEZ, Rosa Helena. Blanco. Subsídio curricular de língua portuguesa para o 1o e 2o graus; coletânea de textos.  São Paulo: CENP/SE, n. 23, p. 51-9, 1998.

ROSENBLAT, Ellen. Critérios para a construção de uma seqüência didática no ensino dos discursos argumentativos. In: ROJO, Roxane. (Org.) A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. São Paulo: EDUC; Campinas; Mercado de Letras, 2000. p. 185-205.

SERAFINI, Maria. Teresa. Como escrever textos. 10.ed. Tradução de: Maria Augusta Bastos de Mattos. São Paulo: Globo, 2000.