Diretoria 2009-2011 (UFSCar – SÃO CARLOS)

Foto (da esquerda para a direita): Roberto Leiser Baronas, Mônica Baltazar Diniz Signori, Flávia Bezerra de Menezes Hirata-Vale, Gladis Maria de Barcellos Almeida.

Presidente: Gladis Maria de Barcellos Almeida

Vice-Presidente: Roberto Leiser Baronas

Secretária: Flávia Bezerra de Menezes Hirata-Vale

Tesoureira: Mônica Baltazar Diniz Signori

 

Leia, ouça, veja a entrevista concedida pela presidente da diretoria!

 

Fonte da foto: Rômulo Borim (IBILCE/UNESP).

GLADIS MARIA DE BARCELLOS ALMEIDA

Professora Associada da UFSCar

Em 20/06/2018.

 

1) O que significava o GEL para a Linguística de São Paulo e do Brasil no momento em que você participou de sua diretoria? Houve algum fato marcante ou curiosidade que gostaria de partilhar?

Para nós da UFSCar, o GEL já significava um evento nacional: tinha deixado de ser apenas um encontro de estudiosos e pesquisadores paulistas. Além disso, sempre se constituiu num fórum em que os pós-graduandos faziam a sua estreia como apresentadores de comunicações; e os alunos de graduação, como apresentadores de painéis – uma das características muito importantes do evento à época.

O dia 28 de agosto de 2009, quando assumimos oficialmente a diretoria, foi marcante para nós, pois desde a criação do GEL, em janeiro de 1969, a diretoria da Associação esteve a cargo das três universidades estaduais paulistas (USP, UNICAMP e UNESP). Era a primeira vez, em 41 anos de história, que a gestão do GEL era assumida por professores ligados a uma universidade federal do Estado de São Paulo, no caso, a Universidade Federal de São Carlos. Sentimo-nos, pois, muitíssimos honrados.

Acreditamos que essa confiança em nós depositada se deveu ao trabalho que estávamos fazendo no curso de Licenciatura em Letras (criado em 1996), no Mestrado em Linguística (criado em 2004), no Bacharelado em Linguística (criando em 2008) e no Doutorado em Linguística (criado em 2009), iniciado em 2010. Nesse sentido, o GEL veio coroar um longo percurso de trabalho e bons frutos que estávamos colhendo com nossos egressos.

Um fato marcante que podemos destacar em nossa diretoria foi a digitalização e publicação, no site do GEL, de todos os Cadernos de Resumos e os Anais dos Seminários, no caso destes últimos, desde 1969 até o número XXXIII de 2004, já disponível on-line. Com essa ação, acreditamos ter contribuído, por um lado, para a disponibilização e divulgação da memória da Associação e, por outro, para a formação de um grande lócus de estudo em pesquisas linguísticas e literárias brasileiras, realizadas nos últimos 40 anos.

Durante esse processo de digitalização, um fato peculiar que gostaríamos de partilhar foi a busca pelos cadernos de resumos e anais impressos desde 1969, já que não podíamos contar com as bibliotecas, tendo em vista que esses materiais impressos precisavam ser desmontados completamente para que a digitalização não fosse prejudicada. Assim, passamos a enviar e-mails para os sócios explicando o fato e pedindo que emprestassem esses materiais, caso ainda os tivessem. Passamos, então, a receber esse material. Conseguimos todos! Foi uma grande empreitada com a colaboração de muita gente! Mas o fato peculiar é que uma de nossas associadas, que possuía todos os anais, queria-os de volta, pois, para ela, tratava-se de uma relíquia (e era!). Assim, nós nos comprometemos a reencadernar novamente cada um dos exemplares usados e devolver a sua dona. Como os monitores que digitalizavam cada exemplar eram nossos alunos de graduação, esse fato foi muito significativo, pois eles passaram a enxergar aqueles textos que digitalizavam com outro olhar e, a cada página, a cada material reencadernado, o respeito pela história da Linguística no Brasil aumentava. Por aqueles olhos jovens e brilhantes repassaram todos os textos dos nossos mestres… E esse encantamento nenhuma aula de Introdução à Linguística foi (é) capaz de oferecer.

 

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