Diretoria 1995-1997 (UNICAMP – CAMPINAS)

Presidente: Sírio Possenti 

Vice-Presidente: Maria Augusta Bastos de Mattos

Secretária: Lúcia Kopschitz Xavier Bastos

Tesoureira: Celene Margarida Cruz

 

Leia, ouça a entrevista feita com o presidente da diretoria!

 

Fonte da foto: Rômulo Borim (IBILCE/UNESP).

 

SÍRIO POSSENTI

Professor Titular da UNICAMP

Em 10/07/2018

1) O que significava o GEL para a Linguística de São Paulo e do Brasil no momento em que você participou de sua diretoria? Houve algum fato marcante ou curiosidade que gostaria de partilhar?

Nossa gestão durou de maio de 1995 a maio de 1997. Era composta por mim, Sírio Possenti, presidente, Lúcia K. Bastos, secretária, Maria Augusta de Mattos, vice-presidente, e Celene Margarida Cruz, tesoureira.

Diria que não aconteceu nada de excepcional em nossa gestão. O que houve de mais importante foi manter a rotina, manter o GEL, ou seja, realizar dois seminários (um em Taubaté, na UNITAU, outro em Campinas, na UNICAMP) e melhorar o caixa: entregamos mais dinheiro no final da gestão do que recebemos no início.

“Manter” pode parecer banal, mas poucos imaginam o volume de trabalho exigido para fazer funcionar uma instituição, mesmo que não seja gigantesca. Especialmente se quem a mantém não são “profissionais”.

Via minhas companheiras de gestão ocupando qualquer tempo livre – liberado, na verdade – para dar conta das tarefas que a organização dos eventos exigia. Lembro de passar alguns finais de semana adequando os resumos às exigências dos editais. Aqui faço um parêntese: não tenho certeza do fato, mas parece que fomos a primeira gestão a receber os resumos em formato eletrônico. Não pensem os jovens que se tratava de arquivos enviados anexados a um e-mail. Isso nem existia! Os participantes enviavam um disquete com o resumo via correio! Um dos meus trabalhos – havia uma divisão, claro – era adequar os resumos. Às vezes era irritante, porque muitos se recusavam a seguir as normas – mandavam resumos muito longos, não formatados, com dados fora do padrão. A vantagem é que eu lia todos os resumos! Às vezes era bom…

Dois fatos marcaram a gestão, de alguma forma:

a) o logotipo do GEL, com destaque para a cor amarela, e que ainda é adotado, foi criado nessa gestão (o amarelo se deve ao fato de que havia em algum lugar um estoque de papel amarelo, que usamos para imprimir os atestados; a cor foi espalhada para todos os lugares possíveis). Uma amiga de um funcionário da pós (que eu coordenava) que nos dava apoio foi quem desenhou, gratuitamente;

b) o programa (na época era impresso em um gigantesco volume, porque não havia toda a parafernália que permite que ele esteja online e possa ser acessado por celulares) continha uma inovação – que acho que deveria ser recuperada: em cada página a data era repetida, de maneira que ninguém precisava folhear o volume todo para encontrar ou, hoje, correr a tela para saber em que dia vai apresentar seu trabalho (ainda me perco e confesso que fico um pouco irritado: encontro meu por meio de nome um procedimento comum de busca, mas depois tenho que correr a tela até encontrar o dia e o local da apresentação).

Destaco também um problema e uma discussão que se repete muito: o seminário do GEL (como outros congressos) ficou gigantesco. Pouca gente assiste às comunicações, nem tudo o que é apresentado é publicável. Se não estiver equivocado, a questão foi posta também naqueles dias. A resposta mais comum tem sido (e acho que foi também na época) que o GEL era um espaço de iniciação e que permitia (ou obrigava) que se escrevesse (que se escrevessem cerca de mil textos), mesmo que não se publicasse. Afinal, escrever é anterior e necessário para que eventualmente depois se publique.

Em suma: nada aconteceu de especial, mas não deixamos o GEL cair.

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