Diretoria 2005-2007 (UNESP – ARARAQUARA)

Foto (da esquerda para a direita): Rosane de Andrade Berlinck, Renata Coelho Marchezan, Arnaldo Cortina, Gladis Massini-Cagliari.

Presidente: Arnaldo Cortina

Vice-Presidente: Gladis Massini-Cagliari

Secretária: Rosane de Andrade Berlinck

Tesoureira: Renata Coelho Marchezan

 

Leia e ouça a entrevista feita com o presidente da diretoria!

Fonte da foto: arquivo pessoal de Arnaldo Cortina.

 

ARNALDO CORTINA

Professor Livre-docente da UNESP (Araraquara)

Em 27/06/2018.

 

1) O que significava o GEL para a Linguística de São Paulo e do Brasil no momento em que você participou de sua diretoria? Houve algum fato marcante ou curiosidade que gostaria de partilhar?

Participei da diretoria do GEL durante o biênio 2005-2007. Naquela época, e também acredito que ainda assim seja, os seminários do GEL sempre foram um dos mais importantes espaços, no estado de São Paulo, para a divulgação de pesquisas das mais diversas áreas dos estudos linguísticos, realizadas por docentes e por alunos de pós-graduação. Com o tempo, não me lembro mais a partir de que data, esses seminários também se tornaram uma referência para a divulgação de trabalhos de iniciação científica de alunos de graduação, na modalidade painel. Além da importância que o GEL sempre teve no estado de São Paulo, pelo fato de ter sido um dos seminários mais antigos e tradicionais das diferentes áreas dos estudos linguísticos, tornou-se, também, o espaço de encontro de pesquisadores do Brasil todo. Com o tempo, como já não tinha espaço congregar tantos pesquisadores, passou a ser fonte de referência para que outros estados brasileiros organizassem seus seminários de estudos linguísticos.

Durante a gestão 2005-2007, destaco dois assuntos. Em 2004, a revista Estudos Linguísticos, que tinha ISSN de periódico, passou a ser considerada “Anais de Congresso”, pelo Comitê da área de Linguística da CAPES, que avaliava todos os programas de pós-graduação do país. A repercussão disso consistiu num trabalho de reformulação do processo de organização da Estudos Linguísticos para tentar reverter essa decisão do Comitê da Capes. Paralelamente, o GEL criou uma nova revista a Revista do GEL, que teve seu primeiro volume publicado no ano de 2004, da qual fui o primeiro editor responsável. Durante a gestão 2005-2007 foram publicados os volumes dois e três da Revista do GEL. No volume de 2005 ainda permaneci como editor, mas, no de 2006, a editoria passou para a Profa. Dra. Alessandra Del Ré. A partir do volume de 2007, a revista começou a publicar dois números por ano e, a partir do volume de 2016, três números por ano.

2) Que papel o GEL poderia desempenhar hoje, diante dos desafios que você vislumbra para a Linguística (brasileira) contemporânea?

Atualmente, acredito que o Grupo de Estudos Linguísticos do estado de São Paulo deve dar continuidade a sua missão de ser o espaço de encontro das mais distintas vertentes dos estudos linguísticos para exposição e debate de seus trabalhos. Embora seja importante levar em consideração a opinião de algumas pessoas que consideram os seminários muito dispersos, porque congregam um contingente muito grande e diverso de trabalhos, é inegável reconhecer que é o espaço por excelência da divulgação das pesquisas linguísticas. A maioria dos mais antigos pesquisadores das universidades paulistas fizeram parte do GEL, quer como membros de diretorias, quer como associados.

Edição de áudio: Rômulo Borim (IBILCE-UNESP)

Edição e publicação de texto: Luciani Tenani (IBILCE-UNESP)

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