logo

Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: A produção de imagens do corpo e seus modos de significação
Autor(es): Greciely Cristina da Costa. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Discurso,Imagem,Corpo
Resumo A formulação da animação El empleo resulta de um trabalho digital que recai sobre a técnica de pintura, da aquarela ao vídeo. Essa passagem da imagem estática para a imagem em movimento, para nós, se configura como um lugar de observação do encontro de diferentes linguagens compostas de diferentes matérias significantes que, como assinala Orlandi 2009), têm distintos modos de significar. Pensando, então, as tecnologias de linguagem investidas na construção de uma narratividade e a imagem em suas discursividades, propomos analisar o trajeto de um sujeito que parte da casa para o trabalho, em El empleo, cujo processo discursivo está ligado à formulação do corpo neste trajeto. Com esse propósito, filiados à Análise de Discurso, partimos teoricamente do funcionamento da metáfora definida como transferência, uma palavra por outra (PÊCHEUX, 1975) e propomos derivar daí, uma imagem por outra. Nosso objetivo é explicitar os modos de significação produzidos pela imagem que estampa o corpo humano formulado ora como objeto, ora transformado em homem, marcando um duplo espaço de significação do corpo. Com efeito, nossa hipótese é a de que o discurso de El empleo produz um deslocamento em relação ao modo como o homem se significa na/pela organização social. Um corpo na cidade. Um corpo por um objeto, um corpo por um ser humano e vice-versa são possíveis derivas construídas pelo efeito metafórico (PÊCHEUX, 1969) engendrado pela transferência de uma imagem por outra, nessa animação. De antemão, podemos dizer que as diferentes formas de textualização do corpo na imagem se estruturam no equívoco homem-coisa, no confronto entre o mesmo e o diferente provocando uma tensão que tem a ver justamente com a objetivação, a mecanização, a desumanização etc. do homem face a sua significação como coisa, face sua condição de existência na contemporaneidade. Além disso, essa tensão desestabiliza as redes imaginárias, nas quais o homem configura-se como um ser subjetivo, humanizado, dotado de capacidade intelectual etc., à medida que é de-significado.