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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Nomes próprios, descrições definidas ou denominações descritivas? A signalética para ações governamentais
Autor(es): Dirceu Cleber Conde. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 23/10/2019
Palavra-chave Designao,Denominao,Signaltica
Resumo Esta comunicação tem por objetivo apresentar os dados de nossa pesquisa sobre as condições em que determinados objetos são denominados (signalética), especificamente, tentamos compreender como ações governamentais recebem um nome cuja estrutura se baseia na fórmula: Nc + X, compreendida por “nome comum” (projeto, programa, sistema, etc) e um componente variável (“X”) pode conter diferentes sintagmas das mais diversas formas e conteúdos lexicais. Nossos desafios para compreender esse fenômeno foram: a) determinar se realmente as designações tais como “Projeto Minha Casa Minha Vida” poderia ser uma descrição definida, uma denominação descritiva ou um nome próprio; b)quais os constituintes seriam aceitáveis para X; c) e por consequência de “b” tentamos verificar se haveria alguma modificação no estatuto dessas designações. Com relação às características “a” e “b” tivemos o mesmo comportamento percebido em situações semelhantes às denominações dadas a operações militares, policiais ou fiscalizatórias, p. ex. “Operação Guilhotina”, o que acreditamos ser uma denominação descritiva. No entanto, em relação ao item “c” observamos que o acréscimo de um sintagma adjetival entre Nc e X fazia com que o modo de designar o objeto lhe imprimia muito mais descrição que outras denominações descritivas, porém, a característica de designador rígido continuava sendo imperativa o que leva a uma situação bastante estranha: temos um designador rígido constituído de formas descritivas, ou seja, seria algo um tanto paradoxal para os critérios da referenciação. Para darmos conta desse problema é que evocamos o conceito de denominação descritiva, pois esta parece ser uma forma híbrida capaz de denominar e descrever simultaneamente, como aconteceu na designação de operações policiais. Para chegarmos a essa conclusão realizamos uma série de testes com uma extensa lista de itens retirados de relatórios do Governo Federal Brasileiro, classificamos e descrevemos suas múltiplas formas do componente “X”. Todo esse trabalho redundou em uma explicação das formas mais usuais que se têm de denominar o objeto chamado de “ação governamental”. Com isso, tentamos explicitar como entes outrora etiquetados por números de processos (identificação arquivológica não baseada em língua natural) ganha um “nome” que lhe confere uma forma de individualização a partir de itens lexicais e de uma sintaxe própria no escopo de uma língua natural. Finalmente, nossas análises levaram à descrição de regras signaléticas, os quais apresentaremos por ocasião desta comunicação.