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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: AS CONSTRUÇÕES VERBAIS PARATÁTICAS: GRAMATICALIZAÇÃO EM ITALIANO
Autor(es): PATRICIA BOMTORIN. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Funcionalismo,Gramaticalizao,Italiano
Resumo Esta apresentação propõe-se a relatar a ocorrência, na língua italiana, de um tipo particular de construção – a saber, as construções verbais paratáticas (CVPs, daqui em diante), anteriormente denominada por Rodrigues (2006) por construções do tipo foi fez (CFFs). A pesquisa que está sendo empreendida no âmbito do Mestrado representa uma continuação do projeto de Iniciação Científica intitulado “Construções verbais paratáticas no italiano”, desenvolvido na Unesp – Araraquara, no ano de 2012, sendo parte integrante de um projeto maior, a saber, “Gramaticalização de construções em línguas românicas: um estudo comparativo”, coordenado pela Profa. Dra. Angélica Terezinha Carmo Rodrigues. As construções focalizadas nesta pesquisa, de acordo com Rodrigues (2006), formam-se a partir de dois ou mais verbos flexionados conectados ou não pela conjunção e, como por exemplo: “eu fui (e) comprei um carro”, “ele pegou (e) falou”, em Português do Brasil; e “se ne va e piange”, “prendo e me ne vado”, em italiano. Tais construções foram documentadas no italiano, mas sua descrição e análise ainda carecem de um estudo exaustivo, que vise a análise de sua estrutura e função. A sintaxe italiana é notavelmente complexa, principalmente no que diz respeito ao verbo. São numerosas as perífrases de tipo modal e temporal. Os verbos essere (‘ser’, ‘estar’) e avere (‘ter’), por exemplo, atuam como auxiliares na formação de tempos verbais compostos. Entretanto, os verbos presentes nas CVPs diferem muito dos verbos auxiliares que formam tempos compostos. Verbos como andare (ir) e prendere (pegar), constituintes das CVPs, não apresentam as mesmas propriedades que os auxiliares de tempos verbais compostos e não são incluídos nas descrições tradicionais da gramática do italiano, assim como em português. Portanto, são construções diferenciadas, com status independente, tanto no italiano, quanto no português. De acordo com Rodrigues (2009, 2011b), a relação das CVPs com as construções coordenadas é tida como fundamental para se explicar a emergência dessas construções em todas as línguas românicas. Rodrigues (2009, 2011b) propõe a hipótese de que as CVPs, em PB, representam um tipo de construção de foco que se gramaticalizou a partir das construções coordenadas. Neste projeto, procuramos evidências a favor dessa hipótese no estudo dessas construções em italiano. Esta pesquisa fundamenta-se na abordagem funcional da gramática, buscando um diálogo com os estudos em gramaticalização e com a gramática das construções.