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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: O estatuto morfossintático de aumentativos e diminutivos não-composicionais no Português brasileiro
Autor(es): Paula Roberta Gabbai Armelin. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 14/10/2019
Palavra-chave Diminutivos,Aumentativos,no-composicionalidade
Resumo Este trabalho se insere no quadro teórico da Gramática Gerativa, mais especificamente entre os estudos sobre formação de palavras e revisita dados de diminutivo e aumentativo no português brasileiro. A hipótese trazida é a de que aumentativos e diminutivos não-composicionais ocupam um mesmo lugar na estrutura sintática. Tal hipótese é sustentada pelo fato de diminutivos e aumentativos não-composicionais apresentarem um comportamento morfossintático que os aproxima um do outro e os diferencia das contrapartes composicionais. Assim, diminutivos e aumentativos não-composicionais determinam os traços formais da estrutura de que fazem parte, enquanto é consensual na literatura que suas contrapartes composicionais conservam os traços formais da base. Quanto à categoria, por exemplo, nos diminutivos, há casos de particípios (1b) e adjetivos (1a) que passam a substantivos, enquanto, nos aumentativos, encontramos adjetivos (2a) se transformando em substantivos e verbos (2b) passando a adjetivos. Outro aspecto interessante é a animacidade: diminutivos e aumentativos não-composicionais são capazes de alterar esse traço. Também o gênero (4a-d) e a estrutura argumental (5a-b) podem ser determinados pelo diminutivo e aumentativo não-composicionais. Assim, a implementação da nossa proposta se coloca entre os desenvolvimentos teóricos da Morfologia Distribuída (Halle & Marantz, 1993), propondo que os diminutivos e aumentativos não-composicionais são formações a partir de raízes e não de palavras. Nesse sentido, a anexação de tais elementos ocorre antes que o primeiro categorizador, considerado núcleo de fase (Marantz, 2001) entre na estrutura sintática. Por outro lado, diminutivos e aumentativos composicionais devem ocupar posições mais altas na estrutura sintática e, crucialmente, a posição que aloja o aumentativo composicional deve ser diferente daquela que aloja o diminutivo composicional, uma vez que, quando o que está em jogo é realmente a modificação de grau, tais elementos apresentam comportamentos morfossintáticos diferentes. DADOS: (1) a. Fiel-Adjetivo / fidelinho-substantivo (‘tipo de macarrão’) b. Puxado-particípio / puxadinho-substantivo (‘telhado simples’) (2) a. amarelo-Adjetivo / amarelão-substantivo (‘doença’) b. chorar-verbo /chorão-substantivo (‘que reclama muito’) (3) a. Sapo[+animado] – sapinho[-animado] (‘doença bucal’) b. Vinte[-animado] – vintão[+animado] (‘que tem 20 anos) (4) a. A almofada-FEM - o/ a almofadinha-MASC/FEM (aquele que tem a roupa arrumadinha') b. A coroa-FEM - o/ a coroinha-MASC/FEM (‘pessoa que ajuda o padre na missa’) c. A caixa-FEM – o caixão-MASC (‘lugar de colocar defuntos’) d. A roupa-FEM – o roupão-MASC/ (‘traje para sair do Banho’) (5) a. Almofada: não é predicado/almofadinha: é predicado de um lugar b. vinte: não é predicado/ vintão: é predicado de um lugar