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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: COSTRUÇÕES DE MEMÓRIA E HISTORICIDADE SOBRE O MST NA MÍDIA IMPRESSA BRASILEIRA
Autor(es): rica Karine Ramos Queiroz. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 22/10/2019
Palavra-chave MEMRIA,HISTORICIDADE,MST
Resumo A partir de uma metodologia bibliográfica de cunho analítico descritivo, esta pesquisa, filiada aos pressupostos da Análise do Discurso de linha francesa e brasileira, propõe resgatar sentidos textualizados por um modo de dizer lacunar que funciona como operador da memória social para o MST, no contexto brasileiro. Para tanto, elegemos como corpus notícias impressas sobre o MST, publicadas durante os anos 2007 e 2008, no Estado de Minas Gerais, a saber: Estado de Minas e Jornal de Notícias. A problemática que provoca o interesse por tal pesquisa é o mito de imparcialidade, credibilidade e objetividade que a mídia constrói para si a partir de uma Textualização Lacunar – um modo de dizer entendido como um acontecimento discursivo que se significa por algo que está faltando (ideologicamente e/ou sintaticamente) de modo a apagar sentidos que não podem ou não devem ser veiculados. Visto isso, ao analisarmos os recortes das notícias, consideramos que estas são discursos, constituídos sócio-histórico-ideologicamente, produzidos sobre um não-dito que apaga a explicitação das posições-sujeito discursivas, rejeitando outras possibilidades de dizer, construindo novos modos de ler, novos gestos de leitura o que contribui para a formação de leitores críticos. Como resultados parciais desta pesquisa em processo de desenvolvimento, entendemos que a textualização lacunar constitui-se em um artefato para captação do público leitor de modo a garantir a estabilidade de sentidos, de veracidade e, principalmente, dominância dos sentidos atrelados à ideologia dominante da mídia. Sendo que esta produz como efeitos de sentido a cristalização de sentidos já-ditos, pré-construídos, como se aquilo que é dito só pudesse ser dito daquela maneira e, por conseguinte, silencia outros sentidos para evitar a deriva, o vazamento, o deslizamento, o equívoco dos dizeres. Ou seja, este modo de dizer lacunar é um operador da memória social para o MST uma vez que todo discurso possui sua historicidade, a qual o constitui e o permite emergir como algo novo.