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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: O sujeito e a televisão: sentidos da/na mídia
Autor(es): Silmara Cristina Dela da Silva. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Anlise de Discurso,Sujeito,Televiso no Brasil
Resumo Neste trabalho, damos continuidade às reflexões que temos empreendido acerca dos discursos em circulação na mídia sobre as novas tecnologias no Brasil, em diferentes momentos históricos, tomando como foco os dizeres sobre a televisão em propagandas destinadas à apresentação e venda de aparelhos televisivos, na atualidade. A proposta está vinculada, assim, aos objetivos do projeto de pesquisa docente “Mídia, sujeito e sentidos: o discurso midiático na constituição do sujeito urbano brasileiro”, em andamento junto ao Departamento de Ciências da Linguagem, Instituto de Letras da UFF, que tem como preocupação central refletir acerca dos processos de produção de sentidos para sujeito e mídia na atualidade, pensando os sentidos que se constituem para o sujeito urbano brasileiro no discurso midiático sobre a própria mídia no Brasil. O nosso corpus de análise é constituído por propagandas em vídeo de aparelhos de televisão que anunciam novas tecnologias de visualização das imagens, as chamadas “Smart TV”, em circulação na mídia na atualidade. Observamos, assim, as relações de reiteração e deslocamentos que esses discursos produzem em relação aos sentidos evidenciados em dizeres em curso sobre a televisão na mídia, desde a implantação das primeiras emissoras de televisão em capitais brasileiras, na década de 1950. O foco de nossas análises são os sujeitos e as posições a eles atribuídas nesse discurso da/na mídia. O referencial teórico que adotamos é a Análise de Discurso que se constitui a partir dos trabalhos de Michel Pêcheux, na França, e os seus desenvolvimentos no Brasil; neste caso, tendo como referência os trabalhos iniciados por Eni Orlandi. Desta perspectiva, compreendemos que no discurso midiático, e no discurso publicitário mais especificamente, atualizam-se dizeres sobre a televisão e os sujeitos telespectadores, o que podemos depreender pela remissão tanto à memória discursiva como a uma memória de arquivo da própria mídia; mas, nesse dizer (de) novo, também ocorrem deslizamentos de sentido que permitem (re)significar a televisão, nesse seu percurso de mais de 60 anos no Brasil. Apoio: Faperj – Processo E-26/110.841/2012)