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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Fricativas do Português Brasileiro: Uma descrição acústica
Autor(es): Audinia Ferreira da Silva. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 23/10/2019
Palavra-chave Fricativas,Descrio acstica,Portugus Brasileiro
Resumo O objetivo deste trabalho é descrever do ponto de vista acústico as fricativas labiodentais, alveolares e palatoalveolares surdas e sonoras do Português Brasileiro em posição de onset e coda silábica. Para este estudo, foi montado um corpus composto por palavras dissílabas (reais e logatomas). Assim, a posição de onset foi ocupada pelas fricativas labiodentais, alveolares e palatoalveolares e pela oclusiva bilabial surda. A posição de coda silábica foi ocupada sempre pelas fricativas alveolares. O núcleo silábico, por sua vez, foi ocupado pelas vogais /a/, /i/ e /u/ com o objetivo de verificar se o contexto vocálico interfere nas características das fricativas. As palavras do corpus foram inseridas na frase veículo “Digo palavra-alvo baixinho. O corpus deste estudo foi gravado por cinco informantes (três homens e duas mulheres. Cada frase foi repetida três vezes por cada informante. Os parâmetros acústicos adotados para caracterizar as fricativas foram a duração segmental e a taxa de frequência do espectro das fricativas. Como se sabe, a duração segmental pode variar de acordo com vários fatores, por isso, optamos por analisar a duração relativa das fricativas, e não a duração absoluta. Para a análise da taxa de frequência em que são realizadas as fricativas, foi feita uma descrição quantitativa do espectro das frequências desses segmentos por meio da análise dos quatro momentos espectrais. Os resultados obtidos neste estudo indicam que as características acústicas (duração segmental e frequência do espectro) das fricativas estão diretamente ligadas a fatores como ponto de articulação, vozeamento, posição dentro da palavra e contexto vocálico. Assim como nos trabalhos sobre as características acústicas das fricativas, nossos resultados evidenciaram que as fricativas surdas tendem a ter duração relativa maior que suas contrapartes sonoras. Mas, além disso, nossos resultados indicam que a duração segmental também é um parâmetro robusto para diferenciar as fricativas com relação à posição silábica, ao ponto de articulação e qualidade da vogal que lhe é adjacente. No que tange à frequência das fricativas, os resultados obtidos com a análise dos momentos espectrais indicam que o primeiro momento espectral, centróide, foi o mais eficaz para diferenciar as fricativas do PB. Nossos resultados evidenciam que o centróide diferenciou as fricativas com relação a todos os parâmetros analisados (ponto de articulação, sonoridade, posição silábica e contexto vocálico). Os demais momentos espectrais, variância, assimetria e curtose, diferenciaram as fricativas apenas com relação ao ponto de articulação. (Apoio: CNPq – Processo: 131184/2010-5)