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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Metáfora: a estrutura desse conceito e a significatividade no âmbito da Teoria da Metáfora Conceptual (TMC
Autor(es): CRISTIANE FERNANDES MOREIRA. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 11/11/2019
Palavra-chave
Resumo Quando tratamos sobre a metáfora, é comum pensarmos imediatamente como recurso estilístico essencialmente da linguagem poética. Essa noção mais antiga de metáfora no Ocidente vem de Aristóteles. Entretanto, há teorias atuais que vêm propor uma ruptura com essa visão corrente da metáfora. Ao apresentar as principais características da Linguística de base cognitiva, Lakoff e Johnson, por exemplo, contrapõem essa base filosófica: a do chamado realismo objetivista. Propõem tais estudiosos uma base experiencialista da linguagem que, embora tenha em comum com o objetivismo a crença na possibilidade de um conhecimento estável sobre o mundo, parte do princípio de que os conceitos não só se desenvolvem a partir do organismo humano, mas também a partir da experiência humana, individual e coletiva. A organização do sistema conceitual de base experiencialista, proposta por Lakoff e Johnson, assenta-se em duas questões fundamentais: a estrutura desses conceitos e a significatividade. Por serem esses conceitos estruturados tanto internamente, quanto entre si, à organização do sistema conceitual decorre, também, de um funcionamento cognitivo cuja organização pode ser identificada e analisada. Em resumo, pode-se afirmar que a proposta desses teóricos, para quem a metáfora conceptual consiste em um mapeamento sistemático entre dois domínios: fonte (source) e o alvo (target) tem sido aplicada em numerosos estudos, dentro e fora do campo da Linguística. A hipótese central é a de que na base das formas linguísticas está a função pautada nas experiências e interações do homem com o meio. Nesse sentido, a proposta de estudo aqui apresentada é pautada no diálogo sobre a metáfora conceptual. Para tanto, faz-se-à uso do procedimento metodológico pautado na análise de protótipos e do PIM-Processamento de Identificação de Metáforas, um princípio adotado pelo Grupo Pragglejaz, que identifica a metáfora a partir da diferença entre o significado contextual do termo veículo (domínio fonte) e o mais básico (muitas vezes o significado concreto do termo), e a transferência potencial do significado ou interação entre os dois significados. O interesse também é identificar metáforas conceptuais a partir das análises sistemáticas de expressões metafóricas e ou linguísticas tomando como objeto dados empíricos provenientes da língua de especialidade da pesca artesanal da comunidade de Baiacu-Vera-Cruz-Bahia. Nesse sentido, esse trabalho tem um caráter indicativo, mas sugere, como interesse da autora, que se dirija mais às condições em que realmente acontecem as coisas (metáforas) do que às coisas mesmas.