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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: O contexto vocálico na variação de queda de sílaba em Capivari-SP e em Campinas-SP
Autor(es): Eneida de Goes Leal. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 23/10/2019
Palavra-chave Fonologia,Sociolingustica Variacionista,Queda de slaba
Resumo Neste trabalho, investigamos a relação entre o contexto vocálico e a queda de sílaba (sândi externo), processo em que somente uma sílaba é realizada foneticamente, se as consoantes tiverem ponto de C e [contínuo] iguais (Leal 2006, 2012). Com base na geometria de traços (Clements & Hume 1995) e na sociolinguística variacionista, propusemos dois grupos de fatores: (A) Igualdade de Segmentos nas Sílabas CV: hipotetizamos que igualdade das vogais favorece o apagamento. Foram 7 fatores: (a) consoantes e vogais iguais; (b) consoantes iguais, vogais diferentes; (c) consoantes diferentes em [vozeamento], vogais iguais; (d) consoantes diferentes em [vozeamento], vogais diferentes; (e) consoantes diferentes em [nasal], vogais iguais; (f) consoantes diferentes em [nasal], vogais diferentes. Para consoantes diferentes em [anterior, distribuído], não interpretamos os resultados porque a frequência foi baixa (N=2/56). (B) Cavidade Oral das Vogais: verificar quais combinações (des)favorecem o processo, e se há bloqueio com alguma vogal. Foram 9 combinações de pontos de C das vogais: (i) duas coronais; (ii) duas dorso-labiais; (iii) duas dorsais; (iv) [coronal] + [dorsal]; (v) [dorso-labial] + [dorsal]; (vi) [dorso-labial] + [coronal]; (vii) [coronal] + [dorso-labial]; (viii) [dorsal] + [coronal]; e (ix) [dorsal] + [dorso-labial]. Para (A), os pesos relativos obtidos foram: 0,576 e 0,555 para os fatores (a) e (b), respectivamente, com um leve favorecimento; neutralidade em (c) e (d), com 0,477 e 0,512; para (e) e (f), 0,438 e 0,462, com desfavorecimento do processo. Como se pode observar, os pesos relativos nos pares (a, b), (c, d), (e, f) foram muito parecidos, e a hipótese de que vogais iguais favorecem o processo não foi confirmada. Com relação a (2), houve um leve favorecimento com vogais iguais (i) e (ii) (0,557 e 0,588, respectivamente) e desfavorecimento em (iii) (0,356). Assim, houve queda de sílaba com quaisquer vogais, e dorsais não bloqueiam o processo (contrariamente ao que defendem Alkmim & Gomes), mas o desfavorecem. Para vogais diferentes, os resultados foram: favorecimento nos fatores (iv)=0,597, (v)=0,632 e (vi)=0,556; e desfavorecimento com dorsais na primeira posição, com (viii)=0,343 e (ix)=0,246. Do contexto (vii), nada pudemos interpretar (pela baixa frequência de dados, N=42/216). Concluímos que, na primeira posição, há uma leve tendência com [dorso-labial] e [coronal], e desfavorecimento com [dorsal]: é relevante a qualidade da primeira vogal, sem importar a segunda – e nem mesmo a igualdade dos pontos de C de ambas.