logo

Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Rio de Janeiro: hiper-visibilidades de um espaço urbano segregado
Autor(es): Maurcio Beck. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 14/10/2019
Palavra-chave Discurso imagtico,Espao urbano,Sujeito segregado
Resumo Da perspectiva da Análise de Discurso,(teoria formulada pelo círculo de intelectuais em torno do filósofo francês Michel Pêcheux nas décadas de 60 e 70 do século passado e retomada por Eni Orlandi no Brasil, a partir de 1980) buscarei investigar as condições de produção dos regimes de hiper-visibilidade e dos discursos imagéticos em torno da cidade do Rio de Janeiro. Com efeito, a questão teórica, escopo maior desta comunicação, será a de buscar compreender as modalidades de hiper-visibilização do espaço urbano da cidade do Rio de Janeiro e de seus sujeitos-moradores (lembrando que estes estão repartidos de modo desigual pela lei do Estado e/ou pela "mão invisível" do Mercado.) Por hiper-visibilidade entendo a multiplicação e a difusão de registros imagéticos, seja pela reprodutibilidade técnica, (cf. Benjamin), seja pela virtualidade do dispositivo digital. Tendo isto em vista, cabe investigar como eventos e sujeitos são capturados, registrados e significados pelo olhar das câmeras cinematográficas, televisivas ou digitais. Trata-se de pensar a cidade do Rio de Janeiro como personagem maior deste discurso midiático, disto resultando uma gama de efeitos de sentidos que potencializam a constituição de um imaginário sobre a chamada Cidade Maravilhosa. Ademais, é preciso investigar como o discurso cinematográfico, televisivo ou digital significa as formas de segregação do espaço urbano na capital carioca. Em outras palavras, trata-se de compreender como as formas de segregação socioeconômicas do espaço urbano são reproduzidas/transmutadas, apagadas/enfatizadas e/ou resignificadas no discurso do/sobre os sujeitos cariocas e seu habitat. Para ilustrar as teorizações em torno das questões supracitadas, apresentarei alguns gestos de análise do filme “Disparos” de Julia Reis (2012). Filme ficcional cujo enredo aborda o trabalho cotidiano de fotógrafos profissionais frente a eventos violentos na cidade. Creio que essa narrativa cinematográfica, que parece por em dúvida o poder das imagens em retratar/significar acontecimentos violentos, permita alguns avanços sobre as questões teóricas da primeira parte da comunicação. (Apoio: FAPERJ)