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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Nazismo em 3 G
Autor(es): Anderson Salvaterra Magalhes. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 23/10/2019
Palavra-chave enunciado concreto,gnero do discurso,signo ideolgico
Resumo Neste trabalho, o objetivo é pontuar a produtividade do conceito de signo ideológico para a análise do processamento semântico-cultural do discurso nazismo a partir da leitura de três textos que o tematizam em três gêneros diferentes. De um ponto de vista dialógico de linguagem, compreende-se o discurso como o percurso semântico-histórico das palavras, atualizadas em enunciados concretos, estabilizados em gêneros. Entendendo que a significação construída na trajetória do discurso é devedora não apenas da natureza verbal dos enunciados, mas também da visualidade que integra a atualização da linguagem, discute-se como os signos que se constituem entre materialidades alteram processo de significação e ressignificação do discurso. Para esta discussão, tomam-se como objeto de análise e interpretação diferentes manifestações na linguagem de orientações apreciativas acerca do nazismo. Recortam-se três textos mobilizados em três diferentes gêneros – a saber: um verbete de dicionário, um grafite e uma reportagem impressa – para análise dos processos de construção de sentido. As noções de enunciado concreto e gênero do discurso funcionam como categorias descritivo-analíticas dos textos, e a de signo ideológico como categoria de interpretação do processamento semântico-cultural das orientações que dão vida ao discurso nazismo. Nos diferentes gêneros, a partir das agendas a eles subjacentes, a produtividade semântica é garantida ora pela natureza preponderantemente verbal do enunciado, ora pela natureza marcadamente visual e ora pela inter-semiose verbo-visual. No verbete, a estabilização do significado é o principal objetivo do enunciado, e a linguagem verbal se mostra mais produtiva para atualização do enunciado. Já no grafite, a pluralidade de sentidos caracteriza o enunciado, e a linguagem visual favorece a polissemia buscada. Por fim, na reportagem impressa, a relação verbo-visual entretecida possibilita variados percursos de leitura e interpretação e, por conseguinte, de construção de sentidos. A discussão acerca desses três textos permite pontuar que, a despeito da ética inerente a cada gênero e da produtividade de diferentes materialidades na atualização dos enunciados, o processamento semântico-cultural do discurso nazismo é devedor não apenas da memória depositada na trajetória verbal que o atravessa, mas também dos sentidos construídos pela inter-semiose verbo-visual.