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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Uma análise de 'Na massa': escrita, autoria e poder
Autor(es): Sirlene Cntia Alferes Lopes. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 22/10/2019
Palavra-chave escrita,autoria,poder
Resumo Na presente comunicação individual, tendo em vista que a articulação entre a Análise do Discurso (AD) e a Literatura tem sido espaço profícuo para a análise e a interpretação de discursividades,viso a estabelecer uma interlocução entre a AD que instaura um diálogo com textos de Michel Foucault e a materialidade escrita de uma canção assinada por Arnaldo Antunes e Davi Moraes, pensando na relação escrita, autoria e poder. Considerando que o nome próprio (cf. FOUCAULT, 2009) descreve e designa a alguém, pois ao mencionar um nome algo suscita como representação, como imagem do sujeito a que esse nome próprio se refere (e, em decorrência, parece ser possível estender essa noção também para nomes comuns), é relevante perguntar: Qual a relação estabelecida entre esses nomes que aparecem na canção NA MASSA (ANTUNES; MORAES 2001)? O que esses nomes têm em comum de modo a possibilitar dizer que, enquanto enunciado, constituem um discurso? O que esse discurso tem a ver com a questão do poder? Para tanto, embasar-me-ei principalmente nas noções de enunciado, autoria, escrita e poder, conforme discutido por Foucault nos textos de "Arqueologia do Saber", "O que é um autor?" e "Sujeito e Poder". Válido mencionar que esta possibilidade de leitura e análise que apresentarei será um desafio prazeroso, pois NA MASSA é uma produção contemporânea, o que acarreta considerar que muito do que constitui sociohistoricamente e ideologicamente essa escrita também constitui o sujeito que ocupa a posição de analista ou de leitor dessa escrita; isso pode implicar e, ouso dizer, certamente implica uma análise que, por vezes, silencia interpretações que seriam possíveis somente àquele que se inscreve sociohistoricamente em outro lugar, em outro espaço de acontecimentos históricos. Assim, esse exercício de análise é um desafio e não um problema, pois a completude de uma análise está inscrita apenas no que é da ordem de um imaginário relacionado a um todo fechado. A interpretação não se fecha, o sentido não é único e este trabalho será apenas mais uma possibilidade de leitura a partir do que se apresenta como discursividade, tomando como base a temática para discussão que aqui foi estabelecida.