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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Semelhanças e diferenças nas correspondências grafema-fonema na romanização do árabe e do hebraico
Autor(es): Walter Tsuyoshi Sano. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 22/10/2019
Palavra-chave sistema de escrita,transliterao,transcrio
Resumo Seria possível propor um sistema de transposição ortográfica unificado para o árabe padrão moderno e o hebraico moderno? Mesmo pertencendo ambas as línguas à família das línguas semíticas, as semelhanças e diferenças entre o árabe e o hebraico refletem-se na maneira como essas línguas podem ser romanizadas em português. Por um lado, o árabe conta com distinção de quantidade vocálica (vogais breves e longas); apresenta alofonia vocálica (assimilação do traço de faringalização, por exemplo); e possui um sistema de escrita transparente (quase todas as correspondências grafema-fonema são biunívocas). Por outro, o hebraico distingue fonemas vocálicos menos por quantidade (não há vogais longas) do que por qualidade (há vogais médias); mantém parcialmente o sistema de distribuição complementar de algumas consoantes (alofonia das "begad kefat"); e apresenta neutralização das consoantes faringalizadas (atualmente não se distinguem de suas contrapartes não-faringalizadas). Além disso, comparando os grafemas árabes com os hebraicos, encontramos 26 equivalências, das quais 12 são biunívocas (representam os mesmos fonemas numa e noutra língua) e 14 são unívocas (a contraparte em uma das línguas é utilizada para grafar mais de um fonema). Devemos também lembrar que a escrita hebraica conta com um valor etimológico maior do que a árabe, ou seja, ao escrever em hebraico, fazem-se mais distinções grafemáticas do que na fala são feitas distinções fonemáticas. Apesar de haver essas diferenças, um sistema de transposição ortográfica unificado deve possibilitar a transcrição dos fonemas e a transliteração dos grafemas de ambas as línguas, sem que haja conflitos (concorrência na representação). Em outras palavras, a romanização não pode gerar dúvidas relativas à recuperação de determinados fonemas —no árabe, /k/ e /q/—, grafemas —no hebraico, ‘tav’ e ‘tet’ ou ‘he’ e ‘het’— ou fenômenos — por exemplo, a representação da faringalização no árabe não pode coincidir com a da variação alofônica (fricativização) no hebraico. Por isso, no trabalho atualmente em curso, damos continuidade à pesquisa iniciada com o árabe, a qual está sendo estendida ao hebraico. Apoio: Capes