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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Funcionalismo e ensino de gramática: o papel das sentenças correlatas
Autor(es): Marcelo Mdolo. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Funcionalismo,Sintaxe,Sentenas Correlatas
Resumo A língua, sob um prisma funcionalista, é vista como instrumento de comunicação não autônomo, isto é, está submetida às pressões comunicativas do meio em que se insere, e tais pressões refletem diretamente sobre sua estrutura linguística. Givón defende que há uma interdependência entre a gramática e parâmetros como: cognição e comunicação, processamento mental, interação social e cultura, mudança e variação, aquisição e evolução. Nesse sentido, a produção do discurso do falante é uma intrincada interação linguística, em que estão envolvidos diversos fatores, como: o contexto, as informações pragmáticas (tanto do falante, como as que ele julga que o ouvinte possui), o planejamento, entre outros, sendo as variações e desvios da gramática normativa imprescindíveis no ato comunicativo. Dessa forma, o objetivo do estudo da gramática — para os funcionalistas — seria explicar as funções dos meios linguísticos de expressão, ou seja, explicar como os falantes usam a língua para se comunicar. Por esse viés de análise, o ensino de gramática pressuporia que o aluno refletisse sobre as escolhas que tem à sua disposição ao formular seus enunciados, que não memorizasse nomenclatura gramatical ou que não se detivesse em análises de enunciados fora de seu contexto de uso. Essas implicações permitem visualizar valores diversos a serem destacados nas correlações conjuncionais aditiva, alternativa, consecutiva e comparativa em língua portuguesa; na sua maioria, valores que empregam vigor a um raciocínio e aparecem principalmente em textos apologéticos e polifônicos. Esse tipo de estrutura exerceria aí um papel importante no nível do texto, pois concorre para que se destacassem as opiniões expressas, a defesa de posições, a busca de apoio, muito mais do que por informarem com objetividade os acontecimentos. Tendo em vista esses pressupostos, pretendemos, a partir de uma visão funcionalista sobre o ensino da sintaxe, especificamente sobre as sentenças correlatas, discutir algumas especificidades desse modelo de construção frásica aplicado ao ensino da sintaxe portuguesa. Teremos como base trabalhos já bem sucedidos na empreitada, como CASTILHO & ELIAS (2012), FURTADO DA CUNHA & TAVARES (2007), FURTADO DA CUNHA (2006), OLIVEIRA, CUNHA E MARTELOTTA (2003).