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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Análise das Formas Verbais Imperativas nas Cantigas de Santa Maria.
Autor(es): Gisela Sequini Favaro. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave
Resumo Esta comunicação tem como objetivos principais o mapeamento, a análise e o estudo das formas verbais imperativas referentes à primeira fase do período arcaico (PA), a partir de teorias fonológicas e morfológicas não-lineares, com o intuito de investigar se a estrutura morfológica do imperativo na época medieval já funcionava como modo independente ou não. Apesar de existirem diversos estudos sobre o período arcaico (cf. Coutinho, 1958; Silva Neto, 1952; Said Ali, 1964, Mattos e Silva, 1989, 2001; Maia, 1997 [1986]), não encontramos trabalhos que envolvam as mudanças morfológicas do imperativo no que se refere à constituição verbal da época medieval, na medida em que o que temos são apenas alguns comentários breves sobre a conjugação das formas verbais naquele período. O corpus de base é constituído pelas 420 Cantigas de Santa Maria, elaboradas em galego-português e atribuídas a Dom Afonso X de Castela (1221-1284), o Sábio. A metodologia baseia-se no mapeamento das formas verbais do imperativo afirmativo e negativo nas CSM. Contamos também com glossários, vocabulários, dicionários como auxílio na categorização das formas verbais. Após a coleta dos dados, são analisadas as estruturas morfológicas das formas verbais imperativas encontradas, comparando-as com a estrutura morfológica das formas verbais do presente do indicativo e do subjuntivo mapeadas no corpus, a fim de explicar se critérios, tais como ordem, presença ou ausência do sujeito e contextos relacionados a atos de fala (ordem ou pedido) podem ser utilizados para considerar uma forma imperativa ou não. Também é analisada a ocorrência de processos morfofonológicos na flexão verbal do imperativo nas formas mapeadas. Através da coleta dos dados, notamos que, em relação à 2ªps (cf. leva, muda, salva, etc), há uma predominância de formas verbais conjugadas no imperativo afirmativo e negativo, ou seja, há preservação da construção canônica postulada pelas gramáticas históricas e tradicionais quanto à formação do imperativo. Ao realizar a divisão das formas conjugadas em morfemas observamos que os verbos mapeados no corpus são quase idênticos às formas do presente do indicativo, contudo sem o –s final. Não foi mapeada qualquer forma morfologicamente idêntica para representar o imperativo e o presente do indicativo ao mesmo tempo da 2ªps nas CSM. Através desta pesquisa pretendemos mostrar se a situação que encontramos hoje (ou seja, variação entre formas indicativas e subjuntivas para expressar ordens e pedidos), que leva à dúvida quanto ao imperativo ser um modo independente ou não, já ocorria no PA.