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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Assertividade no discurso da autoajuda: um olhar discursivo funcional
Autor(es): Lisngela Aparecida Guiraldelli. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 23/10/2019
Palavra-chave Assertividade,Autoajuda,Gramtica Discursivo-Funcional
Resumo Partindo da hipótese de que a relativização do conteúdo semântico não afeta a assertividade do sujeito enunciador do discurso da autoajuda, o objetivo deste trabalho é investigar quais são os contextos que autorizam a leitura da relativização como resultante de modificações que se alojam em diferentes camadas de estruturação do enunciado, ou seja, a presente pesquisa pretende identificar, no plano da gramática, quais são os processos que contribuem, nos diferentes níveis de organização da língua, para os efeitos discursivos que, de alguma forma, relativizam o valor semântico de um enunciado assertivo. Para tanto, esse estudo se desenvolve dentro de uma perspectiva funcional da linguagem e tem como modelo teórico de análise a Gramática Discursivo-Funcional (GDF). Na GDF, os modificadores de “relativização” são descritos dentro do nível de análise (Nível Representacional) e de suas respectivas camadas conforme suas características pragmáticas e semânticas. Em última instância, é a interrelação entre a semântica e a pragmática das estratégias discursivas que nos interessa investigar. O córpus desta pesquisa está composto por duas obras escritas originalmente em língua portuguesa e popularmente consideradas como literatura de autoajuda - Abaixo a mulher capacho (ABRÃO, 2009) e O sucesso não ocorre por acaso: é simples mas não é fácil (RIBEIRO, 1992). A literatura mostra que os livros de autoajuda, de maneira geral, pregam que o segredo para que qualquer indivíduo consiga melhorar de vida, alcançar o sucesso ou obter êxito financeiro está na crença incondicional na realização dos sonhos, dos projetos de vida, dos desejos etc. A partir dessa afirmação, o esperado é que esses discursos se pautem pelas indicações de certeza, eliminando os espaços para dúvidas e indagações que poderiam, de alguma forma, ‘abalar’ o lugar de saber do enunciador. No entanto, observa-se que o enunciador faz uso de uma série de estratégias que, ao relativizarem a força de um ato de fala, ao modalizarem a certeza de uma proposição ou ao generalizarem o valor de uma predicação, desempenham um importante papel na construção da argumentação desse discurso.