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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: FIGURATIVIZAÇÕES DO ATOR “ADOLESCENTE DESCOLADA” EM ATREVIDA: DA ROTINA AO ACONTECIMENTO
Autor(es): Amanda Cristina Martins Raiz. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave semitica plstica, semitica do acontecimento,forma de vida da adolescente em Atrevida
Resumo A semiótica greimasiana trabalha com axiologias e a descrição dos procedimentos de estruturação tem o propósito de determinar os sistemas de valores que circulam nos objetos. Dado que o conjunto de valores, base de uma concepção de mundo, é inscrito por meio de figuras, procuro verificar neste trabalho como o enunciador da revista Atrevida figurativizou os textos sincréticos de suas capas e que valores estão ali veiculados, para, então, depreender a imagem do simulacro do ator “adolescente descolada”. De acordo com as categorias topológicas, cromáticas e eidéticas, propostas por Floch (1985) na denominada semiótica plástica, analiso como acontece a relação do plano de conteúdo com o plano de expressão, pois assim é possível verificar quais estratégias enunciativas foram dispostas pelo enunciador de Atrevida, para manipular sua enunciatária, fazendo-a a aderir seu discurso, ao propor programas narrativos que dão privilégio a formas de vida que priorizam novos valores. Neste ponto, tenho por base o pressuposto greimasiano acerca das formas de vida, cuja discussão foi proposta pelo fundador da semiótica (1993) em “Le beau geste”. O autor (1993) explica nesse texto que o belo gesto é um acontecimento semiótico considerável que afeta a forma aspectual das condutas, e, no tocante à interação enunciador/enunciatário, o enunciador é o ente responsável pela propositura de uma nova ética ao enunciatário, suspendendo usos estabelecidos, negando valores e propondo a ele a abertura de um devir axiológico. Dessa forma, o enunciatário depara-se com uma nova estesia, pois diante de uma estetização que o faz perceber algo novo e depara-se, então, submetido à surpresa. O enunciatário é solicitado pela ruptura, fenômeno capaz de provocar uma mudança radical em seu modo de viver. Esse fenômeno tem sido abordado por Zilberberg (2012), na “semiótica do acontecimento”, no momento em que o semioticista considera a afetividade uma categoria que rege o discurso e a ruptura na vida de um sujeito será algo que o coloca em oposição à sua rotina fastidiosa. Minha análise debruça-se sobre textos de capas da revista Atrevida, na tentativa de verificar como o enunciador construiu a imagem do simulacro do ator “adolescente descolada”, discursivizando cronologicamente a passagem de uma rotina para um acontecimento. (APOIO: CNPq)