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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: O ensino de português na fronteira Brasil Bolívia: algumas implicações valorativas
Autor(es): Suzana Vinicia Mancilla Barreda. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Fronteira ,Ensino de Portugus lngua estrangeira,valoraes socioculturais
Resumo Este trabalho enfoca valorações que produz, no âmbito boliviano de fronteira, a língua portuguesa como língua estrangeira. Discutimos o conceito de “língua estrangeira” às línguas que estão em contato nesta região, lugar das nossas observações, das nossas pesquisas, mas, principalmente lugar onde vivemos. O plural na identificação justifica-se pela existência de um grupo de alunos e professores do Curso de Letras do Câmpus do Pantanal da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul que vem desenvolvendo o Projeto de Extensão intitulado O Ensino de Português como língua estrangeira para falantes bolivianos na fronteira Bolívia – Brasil, nos municípios de Puerto Quijarro e Corumbá, respectivamente, nos anos de 2010 a 2012. Podemos constatar um grau de bilingüismo entre os falantes bolivianos que habitam a fronteira, principalmente aqueles envolvidos no comércio, atividade base da região. Nesse contexto, mantivemos contato com professores das escolas públicas de Puerto Quijarro, e participantes do curso de Português oferecido por alunos do Curso de Letras. Aplicamos questionários semi-estruturados com o intuito de identificar as percepções dos participantes bolivianos com relação à língua que estavam aprendendo, o português. Os primeiros indícios nos mostram aproximações à fronteira, por parte dos bolivianos, com a conseqüente valoração positiva para o falante da língua portuguesa, apresentando, no entanto, observações críticas sobre as assimetrias sociais e econômicas, entre outras, que se evidenciam nesta região. Utilizamos como fonte primaria estudos sobre a dinâmica da fronteira e territorialidade Raffestin (1993) e Baeninger (2008), pois consideramos importante vincular o sentido de pertença à língua materna e à língua adquirida (L2), muitas vezes como resultado de movimentos migratórios. Destacamos que, dada a complexidade linguística presente na fronteira do lado boliviano, consideramos que para os bolivianos, a L1 é o castellano e a L2 é o português, embora alguns deles tenham uma língua nativa, como quéchua ou aymara como L1. Adotamos os estudos de Almeida Filho como base para tratar o ensino do português para os bolivianos falantes de espanhol.