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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Efeitos da entoação e da duração na análise automática das manifestações emocionais
Autor(es): Waldemar Ferreira Netto, Marcus Vinicius Moreira Martins. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave portugus,prosdia,entoao
Resumo Bänzinger e Scherer (2005), num estudo quantitativo de produções feitas por atores a partir de frases desprovidas de significado, verificaram que a variação global de F0 era afetada diretamente pelo estímulo emocional representado na fala e era a variação mais importante para a discriminação das categorias emocionais observadas. Nosso objetivo neste ensaio é verificar se a variação da manifestação das emoções pela prosódia da língua portuguesa falada no Brasil pode restringir-se à entoação ou se é necessário estender as análise a outras variações de F0. Analisaram-se oito arquivos sonoros classificados como tristeza ou raiva. Para a descrição automática da fala pelo modelo ExProsodia, foram definidas dez variáveis, divididas em dois grupos: um considerando o Tom Médio ideal (TM) e outro considerando a duração entre as porções analisadas da fala (UBI) e a duração intrínseca dessas mesmas porções. A análise quantitativa desse conjunto de variáveis foi feita com a estatística multivariada de Cluster Analysis, com um nível de confiança de 0,05, para dados brutos. A análise dos dendrogramas obtidos mostraram que as variações verticais de F0 são necessárias para a separação automática dos arquivos pelas emoções que lhe foram atribuídas, mas que essas mesmas variações não são suficientes para uma separação mais bem correlacionada com a classificação emocional proposta. Esses resultados apontam para um fato semelhante ao dos resultados obtidos por Bänziger e Scherer (2005) para o alemão. Os autores sugeriram que para uma análise mais eficaz das manifestações emocionais, timbre (fonética) e sintaxe poderiam contribuir de forma mais significativa. Neste trabalho, os arquivos foram coletados e classificados a partir de situações reais de produção de fala, o que, de certa maneira, acrescenta a análise fonética e a sintática para o esboço de uma interpretação automática das emoções. No entanto, foi necessário o acréscimo das variações de duração das porções portadoras da entoação analisadas nos arquivos. Essa diferença pode decorrer não somente do fato de que a produção de fala deste trabalho foi tomada em contextos muito distintos daqueles de Bänziger e Scherer (2005), mas também do fato de se estar aqui tratando especialmente da língua portuguesa falada no Brasil. (BÄNZIGER, T.; SCHERER, K.R. The role of intonation in emotional expressions. Speech Communication, n. 44, p. 252-267, 2005.)