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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: DO LIMBO AO OLIMPO, DO OLIMPO AO LIMBO: FORMAS DE VIDA DA MULHER EXECUTIVA CONTEMPORÂNEA NA REVISTA VOCÊ S/A
Autor(es): Edna Fernandes Nascimento, Rassa Medici de Oliveira. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 23/10/2019
Palavra-chave semitica greimasiana,formas de vida,mulher contempornea
Resumo A semiótica greimasiana vem tomando novos rumos desde que passou a se preocupar com uma dimensão mais sensível do sentido e a investigar textos pertencentes a universos de discurso mais amplos, como se sucedeu com a sociossemiótica, que se colocou na tarefa de investigar o discurso social. Nesse sentido, a sociossemiótica, cujo principal representante é Eric Landowski, voltou-se para as práticas sociais e, ao analisar os discursos produzidos na sociedade, passou a considerá-los não somente numa perspectiva comunicacional, mas, principalmente, como ato de geração de sentido, ato de presentificação. Sua proposta não se reduz mais ao sentido imanente do texto, mas se centra na construção desse sentido por meio da interação entre os sujeitos enunciador e enunciatário e entre esses sujeitos e o “mundo”. O objeto dessa nova vertente da teoria passa a ser a descrição, através das mais variadas práticas em situação, dos modos como esse ato de presentificação do sentido é submetido ao imperativo do aqui e agora da enunciação. Dessa forma, a sociossemiótica busca dar conta, através da semiotização de variados discursos e práticas sociais, das relações intersubjetivas e intra-subjetivas, pautando sua análise sobre a práxis enunciativa capaz de ressemantizá-las. Apoiadas nos regimes de interação social tipologizados pela sociossemiótica, propomos analisar quatro matérias veiculadas na revista VOCÊ S/A entre os anos de 2004 e 2006. Por se tratar de um periódico destinado a um público-alvo misto, verificaremos de que modo as figurativizações do ator “mulher executiva contemporânea” se pautam em estereotipias que se relacionam à capacidade feminina de liderança em ambientes corporativos majoritariamente masculinos, ao equilíbrio físico e psicológico exigido nesses ambientes e à conciliação entre família/vida pessoal e carreira. Por acreditar que tais estereotipias, pertencentes às práticas semióticas humanas analisadas, configuram formas de vida que possibilitam a interpretação do fazer, do saber e do sentir que orientam os sujeitos mulheres em busca do sentido para suas vidas, buscamos depreender os modos de interação desses sujeitos (assimilação, exclusão, admissão, segregação) com outros sujeitos (leia-se “homens”) e com o “mundo” corporativo, interações presentificadas no ato da enunciação. (APOIO: FAPESP; CNPq)