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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: A metáfora e a metonímia como processos de produção de sentido dos topônimos do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira- Petar
Autor(es): Edelsvitha partel Murillo. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave topnimo,metfora,metonmia
Resumo Nossa pesquisa é parte do Projeto Atesp, Atlas Toponímico do Estado de São Paulo, integrante do Atlas Toponímico do Brasil (ATB) organizado pela Profª Drª Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick. O objetivo de nosso trabalho é, descrever o Petar como integrante do Atlas, demarcar os traços étnicos toponímicos da região por meio dos aspectos denotativos dos denominativos de lugar e, condensando esse objetivo, buscamos definir uma base conceptual para o nome próprio de lugar, ou melhor, delinear seu sentido étnico/ cultural pautado nos aspectos conotativos do signo toponímico. Em nossa pesquisa enfatizamos a origem semântica dos denominativos de lugar; analisamos primeiramente os aspectos denotativos e estruturais do signo toponímico baseados na proposta de Dick (1990), em que o topônimo está intimamente ligado ao acidente geográfico que indica. Essa nomenclatura onomástica é constituída de um termo genérico, relativo a uma entidade geográfica que receberá a nomeação e, outro, o elemento ou termo específico, ou o topônimo propriamente dito, que particularizará a noção espacial, identificando-a e singularizando-a dentre outras semelhantes. Os aspectos conotativos dos denominativos nos encaminham para a compreensão de relações de significação, ou melhor, das relações semióticas. Em nossa análise priorizamos o caráter metafórico e metonímico desses designativos; explicitando melhor, dizemos que enquanto marcador de lugar o topônimo, como signo linguístico, estabelece relações de contiguidade e, ou, de similaridade com o referente ao qual está relacionado. A iconicidade presente nos hidrônimos de origem tupi é reveladora de seu caráter metonímico , da relação externa de contiguidade: Y-chiririca> água ligeira, veloz A metáfora é entendida com a transposição de uma palavra que passa de um objeto a outro por similaridade: - Botujoru – ybitu > vento; juru> boca ( a boca do vento). Nesse sentido, por meio do estudo dos denominativos de lugar nosso trabalho visa reconhecer a articulação dos diferentes atores de grupos sociais que em diferentes épocas tem se apropriado daquele espaço e deixado ali suas marcas.