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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: ENSINO DE PRODUÇÃO TEXTUAL: O GÊNERO CARTA DE LEITOR NA SALA DE AULA
Autor(es): Ana Luzia Videira Parisotto. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 23/10/2019
Palavra-chave Formao docente,produo de texto,carta de leitor
Resumo Este artigo demonstra uma reflexão sobre o ensino da produção textual e formação de professores que lecionam em quintos anos do ensino fundamental I, por meio de um trabalho com o gênero carta de leitor. Tal reflexão torna-se relevante, uma vez que os resultados das avaliações externas nacionais e internacionais fornecem dados que justificam a preocupação com o ensino da produção textual, ao revelarem o baixo desempenho dos alunos e a insuficiência do sistema educacional brasileiro. É um recorte de uma pesquisa maior intitulada “O Ensino de Produção Textual em 4º e 5º Anos do Ensino Fundamental: relato de professores”, financiada pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PROPe- UNESP), com o objetivo de investigar, a partir da ótica de sete professoras dos 4os e 5ºs anos, o significado atribuído à produção textual. Tal interesse de pesquisa se justifica pela possibilidade de compreender como um trabalho de parceria com o professor pode contribuir para a ampliação de seus saberes profissionais, disciplinares e experienciais, no que diz respeito à produção textual. Fizemos uma caracterização do gênero carta de leitor, analisamos alguns textos e propusemos maneiras de abordá-lo nas aulas de língua portuguesa, a partir da participação da pesquisadora em reuniões de HTPCs (Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo) com os docentes, na escola parceira. A pesquisa está sendo desenvolvida segundo a abordagem qualitativa, com delineamento de pesquisa colaborativa, enfatizando a parceria universidade e escola. Dessa forma, a pesquisa colaborativa estabelece um diálogo entre pesquisadores, professores e gestores, enfatizando a investigação, a construção de novos conhecimentos, bem como a busca de soluções para problemas concretos do cotidiano escolar. Os resultados apontam que o trabalho com gêneros textuais tornam o ensino da língua portuguesa menos artificial e podem contribuir para ampliar o letramento dos alunos. Por sua vez, o professor, para um fazer pedagógico profícuo, deve apropriar-se do conhecimento do gênero estudado e da sua função social.