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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: PROPOSTA PARA O USO DE NOVOS SÍMBOLOS EM ETIMOLOGIA
Autor(es): MRIO EDUARDO VIARO. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave etimologia,lingustica histrica,metalinguagem
Resumo De modo geral, desde a década de 30 do século XX, os estudos históricos e etimológicos deixaram de ser uma das pautas principais das revistas de linguística e dos estudos linguísticos. Por isso, pouca coisa se alterou com relação aos seus métodos, bem como ao seu instrumental. Também pouco se refletiu sobre o rigor que se deve atribuir aos dados diacrônicos como fonte de informação para os diversos estudos linguísticos exsurgentes a partir de então. Com a retomada dos estudos diacrônicos a partir da década de 80 do século XX, almejou-se uma adequação dos dados históricos às teorias inicialmente desenvolvidas para descrição e explicação de fenômenos sincrônicos atuais. Nessa fusão de perspectivas, promovida primeiramente pelos estudos de sociolinguística e, em seguida, pela linguística de cognitiva, a simbologia nunca foi questionada e há casos de flagrante polissemia nos símbolos usados, o que é altamente indesejável para um estudo rigoroso e científico. Esse problema se vê claramente no uso do asterisco. Desde Schleicher, os étimos costumam dividir-se em reconstruídos (marcados com asterisco) e não-reconstruídos. O uso desse símbolo, porém, se tornou polissêmico, com o gerativismo, uma vez que não indica hoje em dia apenas “forma reconstruída” e portanto, “possivelmente existente”, mas não encontrada. O uso do asterisco pela corrente gerativa acabou atribuindo ao símbolo o valor de “forma agramatical”, portanto, “supostamente inexistente”. Desse modo, quanto à conjectura acerca da existência da forma, os dois usos se excluem completamente. Essa antinomia foi tolerada por algum tempo, uma vez que os estudos gerativos eram inicialmente preponderantemente sincrônicos, todavia não é o que ocorre hoje, pois há muitos gerativistas que se interessam e até propõem modelos de explicação diacrônica. Nesse caso, os dois sentidos conflitantes para o mesmo símbolo é altamente indesejável. Também, desde que o estudo diacrônico deixou a simples oposição leis fonéticas/analogia no final do século XIX e aventurou-se em explicações mais complexas, sente-se que faltam indicações precisas para diferenciarem-se mudança fonética, mudança semântica, decalque, analogia e outros fenômenos que entrariam no cômputo de uma etimologia. Neste artigo, apresentamos uma proposta para minimizar o problema.