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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: REFERENCIAÇÃO TEXTUAL: EXPLORANDO AS MARCAS DE SUBJETIVIDADE E DE IDENTIDADE NO TEXTO ESCRITO
Autor(es): Jaqueline Aparecida Dos Santos Dutra, Eldia Constantino Roman. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave REFERENCIAO,SUBJETIVIDADE,IDENTIDADE FEMININA
Resumo Observa-se, na atualidade, uma preocupação cada vez mais latente no que se refere aos estudos da linguagem e o seu uso efetivo pelos sujeitos. Nesse sentido, torna-se indispensável observá-la considerando o uso e o efeito que exerce não somente sobre os sujeitos , mas sobre o universo em que estão inseridos. Assim sendo, este trabalho tem por objetivo investigar elementos e estratégias de referenciação textual como formas linguísticas que evidenciam a subjetividade, bem como a representação da identidade feminina no texto escrito, tendo como tema a questão da violência contra a mulher. Para alcançar o objetivo, partiu-se das cadeias referenciais dando ênfase às estratégias de referenciação textual e à observação das escolhas linguísticas realizadas pelos produtores dos textos. Para análise dos dados identificados, considerou-se a linguagem e a referenciação sob a perspectiva sociocognitivo-interacionista, em que ambas são vistas como uma atividade discursiva que se realiza em função das relações entre os sujeitos, levando-se em conta o universo social em que atuam. Dessa forma, os procedimentos teóricos encontram respaldo em Mondada & Dubois (2003), Apothéloz (2003), Cavalcante (2003), Koch (2007, 2008), Marcuschi (2008), Adam (2008), Roncarati (2010), entre outros apropriados aos objetivos do trabalho. Verificou-se, com a investigação, que são as estratégias categorizadoras e (re)categorizadoras de objetos de discurso que possibilitam a observação da subjetividade e da representação da identidade da mulher em situação de violência nos textos analisados. Os elementos de referenciação apontam que a subjetividade pode ser ressaltada ou apagada em função das escolhas linguísticas operadas pelo produtor do texto. São intenções particulares e fatores de ordem social e cultural que definem essas escolhas. Considerando a representação da identidade da mulher em situação de violência, os resultados obtidos mostram que os elementos categorizadores e (re)categorizadores não interferem diretamente para a alteração da identidade feminina, mas como formas produtivas de chamar a atenção da sociedade para práticas recorrentes, podendo gerar a revisão de atitudes, crenças e valores coletivos.