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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: O imprevisto como estratégia argumentativa em anúncios publicitários
Autor(es): Emerson Tiogo da Silva. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Semitica discursiva,argumentao,publicidade
Resumo Este trabalho tem por objetivo analisar a temática do imprevisto como estratégia argumentativa em dois anúncios da empresa Zurich Seguros. Para tanto, utilizará como instrumental teórico o percurso gerativo de sentido, mais precisamente elementos de seu nível discursivo, tal como proposto pela semiótica discursiva. De origem francesa, essa semiótica tem seu início com os estudos de Algirdas Julien Greimas a respeito da significação, cujo marco inicial foi a obra Semântica Estrutural. Mais do que depreender os efeitos de sentido, tal semiótica visa a compreender por que e como tais efeitos de sentido se constituem. Nessa perspectiva, ela oferece os subsídios necessários para a análise de anúncios publicitários, que, em última instância, tem por objetivo a persuasão do sujeito, de modo a convencê-lo a adquirir determinado produto ou aceitar uma ideia como verdadeira e, por vezes, já colocar tal sujeito em conjunção com o objeto de desejo. No percurso gerativo de sentido, há três níveis de análise: o fundamental, que se encontra na base de construção do texto, por meio de termos categoriais em oposição - nos textos em análise, por exemplo, pode-se considerar a relação segurança versus insegurança; o narrativo, responsável pelas transformações ocorridas e que, ao fim, põem o sujeito em conjunção com o objeto desejado, a segurança; por fim, o discursivo, que materializa, por meio da figurativização, o tema em discussão. Nos anúncios em análise, a cobertura figurativa simula situações indesejáveis por que os atores (sujeitos do enunciado) passam e que, de certo modo, poderiam ser evitadas se eles contassem com os serviços da Zurich Seguros. Em última análise, esses anúncios projetam os sujeitos da enunciação, aqui considerados: a própria Zurich Seguros, como enunciador; e, como enunciatário, todos os possíveis clientes. Nessa perspectiva, verificar-se-á quais mecanismos são empregados pelo enunciador, de modo a fazer o enunciatário crer no discurso veiculado no enunciado, o que, consequentemente, poderia levar a aquisição dos serviços anunciados.