logo

Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Construções concessivas com se bem que: entre a coordenação e a subordinação
Autor(es): Andre Vinicius Lopes Coneglian. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Concessividade,Coordenao e subordinao,Correlao modo-temporal verbal
Resumo A distinção entre as categorias gramaticais de coordenação e subordinação tem representado um problema para os estudos linguísticos, pois não se trata de categorias discretas, pelo contrário, elas formam um contínuo categorial, sendo possível estabelecer construções prototípicas de cada uma dessas categorias. A tradição tem feito uma rígida distinção entre orações coordenadas adversativas (introduzidas prototipicamente pelo mas) e orações adverbiais concessivas (introduzidas prototipicamente pelo embora), no entanto estudos mais recentes apontaram a fluidez entre essas duas categorias (NEVES, 2012), mostrando seus limites opacos. No presente trabalho, defende-se que as construções concessivas introduzidas pelo juntivo se bem que representam um conjunto de construções às quais pode ser atribuído baixo grau de encaixamento, e, portanto de caráter subordinado, uma vez que, semanticamente, podem representar ressalva, portanto, uma nova declaração feita pelo falante. O procedimento de análise, que parte de ocorrências reais de um córpus selecionado, consiste em verificar tanto aspectos formais quanto aspectos semântico-pragmáticos dessas construções. Dizem respeito aos aspectos formais: a) a correlação modo-temporal dos verbos, estabelecendo-se dois grupos distintos, o primeiro, formado de construções em que a oração concessiva tem verbo no indicativo, o segundo, formado de construções em que a oração concessiva apresenta o verbo no subjuntivo; b) a ordem das orações; c) a pontuação, como um reflexo da integração entonacional (CHAFE, 1987), destacando-se as orações separadas de sua matriz por ponto final. Dizem respeito aos aspectos semântico-pragmáticos: a) a identificação da oração em que a contrariedade de expectativa é expressa; b) a plausibilidade de leitura com a substituição pelo conectivo mas. Considerados esses parâmetros, supõe-se que as construções concessivas que apresentam verbos no subjuntivo apresentam maior vínculo de subordinação sintática com a outra oração, isso porque o modo subjuntivo é modo governado (PERINI, 2010), ou seja, seu uso é automático (NEVES, prelo) e dependente de outra forma verbal.