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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: As fontes de dados linguísticos de duas gramáticas brasileiras do português do século XIX
Autor(es): Bruna Soares Polachini. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 23/10/2019
Palavra-chave Historiografia lingustica,Gramticas brasileiras do portugus,Sintaxe
Resumo Neste trabalho, observamos de que fontes Julio Ribeiro (1845-1890) e Maximino Maciel (1866-1923) retiram os exemplos de língua portuguesa que apresentam na seção em que tratam da sintaxe em suas gramáticas da língua portuguesa, as quais são, respectivamente, Grammatica Portugueza (1881) e Grammatica Descriptiva (1902[1894]). Analisamos se preferem exemplos extraídos da literatura (e, neste caso, se da literatura portuguesa ou da literatura brasileira), da fala cotidiana ou mesmo de uma fala idealizada. Com isso, temos três objetivos. O primeiro é observar em que medida esses autores se assemelham ou se diferenciam em relação a suas fontes, considerando que ambos se identificam como parte de uma corrente “científica” dos estudos linguísticos, a qual se oporia a uma corrente “filosófica” ou “metafísica”, que teria, segundo eles próprios, sido seguida por gramáticos anteriores a eles. Dessa forma, podemos ver ser existe consonância ou dissonância dentro dessa mesma corrente, ao menos no que diz respeito à seleção de exemplos. O segundo objetivo é observar se fontes explicitamente vinculadas a um português especificamente brasileiro são citadas e se são vistas como “vício” ou simplesmente são descritas como língua portuguesa. O terceiro objetivo, por fim, é observar em que medida, considerando as analises feitas anteriormente, as fontes utilizadas por esses autores podem nos esclarecer a concepção de ‘linguagem’ e a concepção de ‘gramática’ presentes nas obras. Em relação a esse segundo objetivo, pretendemos compará-lo com as concepções de ‘linguagem’ e de ‘gramática’ que são sustentadas na seção introdutória dessas obras ou mesmo dentro da seção de sintaxe. Desta forma, neste trabalho pretendemos, por meio da análise do que Swiggers (2004) chama de dimensão documental, isto é, “a documentação linguística e filológica (número de línguas, tipos de fontes e de dados etc.) sobre a qual se constrói o estudo”, compará-la com a dimensão teórica, isto é, “a visão global da linguagem e a concepção do estatuto dos estudos da linguagem”, dessas gramáticas.