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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Proposta Curricular do Estado de São Paulo: a representação do novo
Autor(es): Cristiane Alves de Oliveira. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Proposta Curricular,Lingustica Textual,Interacionismo
Resumo Em consonância com os documentos de parametrização do ensino, a disciplina de língua portuguesa nas escolas estaduais e municipais do Estado de São Paulo tem tido como suporte pedagógico as Propostas Curriculares, desde 2008. Se o currículo é uma realidade presente nas escolas públicas paulistas, é de nosso interesse analisar esse material oferecido aos professores, já que um dos seus princípios norteadores é o sociointeracionismo e, segundo nossa pesquisa in loco, não há nenhuma orientação efetiva sobre como utilizar com propriedade esses recursos metodológicos de base socionteracionista. Sendo assim, nossa pesquisa tem como objetivo analisar de forma criteriosa em que medida o interacionismo está presente nesse material, além de observarmos qual o tratamento dado pelos professores quanto ao seu uso em sala de aula bem como a recepção dos alunos diante dele. Para tanto, nos utilizaremos da teoria da Linguística Textual, no que ela traz de preocupação com o processamento textual, e das descobertas do pensador russo Mikhail Bakhtin, exatamente pela constatação de que os documentos oficiais são baseados em seu pensamento filosófico, mas muitas vezes distorcidos e diluídos num discurso pedagógico que tem na figura do professor o porta-voz de um projeto de dizer esvaziado, que acaba por distanciar o aluno de sua própria língua. Se a escola é, por excelência, o espaço onde naturalmente as interações sociais ocorrem, dada a heterogeneidade que a caracteriza, pois ela é a própria vida em movimento, o que se observa por vezes é que a própria língua, pela forma como está vendo “ensinada”, acaba por separar o indivíduo daquilo que naturalmente lhe pertence. O aluno não é, pois, sensibilizado para a e pela linguagem e o resultado são os baixos índices de competência leitora e escritora constatados nas avaliações a que frequentemente ele é submetido. Pensamos que, somente por meio do diálogo, no sentido bakhtiniano, a língua poderá ocupar um espaço privilegiado na formação integral do educando, para dela aproximá-lo de forma a possibilitar a construção se sua própria identidade como sujeito responsivo.