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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: MOTIVOS PARA (NÃO) LER A MAD: ESTRATÉGIAS ARGUMENTATIVAS NO TEXTO DE HUMOR
Autor(es): Ana Cristina Carmelino. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Retrica,Humor,Revista MAD
Resumo Sabendo-se que o humor pode funcionar como um recurso argumentativo eficiente no processo de persuasão, este trabalho pretende refletir sobre uma das técnicas humorísticas utilizadas pela revista MAD, editada no Brasil, para atrair seus leitores: a depreciação. Para isso, selecionamos como objeto de análise um texto humorístico ilustrado que consta da MAD n. 50, cujo título é “50 motivos para ler a MAD” (ago.2012, p. 10-13). Nessa edição, a revista comemora cinquenta números publicados pela editora Panini, no Brasil, e sessenta anos de existência. Conhecida por criticar aspectos da cultura popular, a revista de humor norte-americana MAD foi criada em 1952 e, no decorrer do tempo, ganhou versões em dezenove países, embora atualmente seja editada em apenas nove, a saber: Alemanha, Austrália, Estados Unidos, África do Sul, Brasil, México, Espanha, Finlândia e Hungria. No Brasil, ela começou a ser publicada em 1974, mas só ganhou visibilidade a partir do número 16, quando passou a mesclar, em sua produção, material nacional às adaptações e traduções da versão americana. A reflexão sobre o humor e sua função argumentativa fundamenta-se especialmente nos pressupostos da retórica aristotélica e em estudiosos das neorretóricas. A principal preocupação da retórica é produzir discursos persuasivos, razão pela qual a teoria se estabelece no mundo das verdades contingentes, valendo-se da exploração da razão e da afetividade como recursos para obter sucesso. Por meio do poder incontestável das palavras, a retórica sedimenta ou altera estados de espírito, move a disposição, modifica temperamentos, incita humores. Desse modo, em muitas ações retóricas, o humor é extremamente relevante, visto que guia ações, orienta pensamentos, acalma emoções, prolonga e atrai a atenção. Considerando-se ainda que, para persuadir, o discurso retórico exige condições e mobiliza, além de ethos, pathos e logos, inúmeros recursos de ordem linguística ou não, este estudo pretende observar também como o humor se articula com outras técnicas argumentativas – a saber, as escolhas lexicais, os argumentos e as figuras retóricas – para mover o auditório à ação.