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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Crenças e atitudes: variação linguística na sala de aula
Autor(es): Taciane Marcelle Marques. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Sociolingustica,Ensino,Pedagogia da variao lingustica
Resumo A escolha e o uso de determinada forma linguística depende de fatores extralinguísticos, como geográfico, socioeconômico, faixa etária, sexo, crenças e atitudes linguísticas do falante; por isso, os documentos oficiais para o ensino defendem que não se pode mais insistir na ideia de que o único modelo de língua seja a norma padrão. O reconhecimento e a abordagem da variação linguística é ainda tema complexo entre pesquisadores e professores da rede pública, entretanto, busca conseguir um espaço no ensino da Língua Portuguesa. As crenças e atitudes também são responsáveis por manter o caráter coercitivo e normativo da língua tanto quanto são responsáveis por contribuir com a heterogeneidade linguística. As crenças linguísticas podem ser de natureza positiva, negativa ou neutra, isto quando há a ausência de julgamento. Dessa forma, o preconceito linguístico é decorrente do valor atribuído à variedade padrão e, também, do estigma associado às variedades não-padrões, nomeadas erradas pela gramática normativa da língua. Cabe às escolas considerar as variedades linguísticas igualmente como objeto de ensino nas aulas de língua portuguesa. Os trabalhos com crenças e atitudes linguísticas vêm tomando folego desde 1960, por meio de pesquisas de diversas áreas, os estudos iniciais pertencem à área de Psicologia Social, mas atualmente outras áreas contribuem para as investigações, tais como a Sociolinguística, a Sociologia da Linguagem e a Linguística Aplicada. Este trabalho tem por objetivo geral observar as crenças e atitudes linguísticas a respeito da variação linguística expressada por alunos do ensino fundamental de duas escolas públicas de Londrina - PR, das quais uma está localizada na região central e outra, na região rural. Tal proposta se divide em dois objetivos específicos: (i) mostrar a existência de crenças linguísticas de alunos reveladas pela atitude linguística positiva ou negativa e (ii) revelar sentimentos de valoração positiva ou negativa em relação ao uso das variedades da língua portuguesa por seus falantes. Com base nos pressupostos da Sociolinguística, apresenta-se a análise dos dados, a fim de melhor compreender a importância das crenças e atitudes a propósito da variação linguística na escola. (Apoio: CAPES – Demanda Social)