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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Modos de empacotamento da mensagem na oração relativa
Autor(es): Aliana Lopes Cmara. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave orao relativa,Gramtica Funcional,moldes de contedo
Resumo A distinção tético-categorial foi proposta primeiramente em termos filosóficos por Franz Brentano no século XIX. Segundo sua “Teoria do Julgamento”, o julgamento categorial engloba a estrutura bipartida sujeito-predicado, em que primeiro se apresenta uma entidade e, a seguir, faz-se uma afirmação sobre ela; por outro lado, o julgamento tético expressa o reconhecimento ou a rejeição do material de um julgamento. Várias teorias linguísticas se inspiraram nessa distinção, dentre os quais Mathesius (1983), em que essa distinção se relacionava com a estrutura sujeito e predicado, e Kuno (1972), que propôs o termo “descrição neutra” para as sentenças téticas, em que, segundo o autor, o foco cai sobre toda a sentença e não há informação pressuposta pragmaticamente. A perspectiva teórica adotada neste trabalho é o da Gramática Discursivo-Funcional (HENGEVELD & MACKENZIE, 2008), que propõe, em termos pragmáticos, a existência de três modos de empacotamento da mensagem: tético, categorial e apresentacional. No molde de conteúdo tético, todo o Conteúdo Comunicado recebe a função pragmática de Foco, isto quer dizer que tudo o que o falante deseja evocar na comunicação com seu ouvinte é selecionado como uma informação nova com relação ao conteúdo discursivo. No molde de conteúdo categorial, o Subato Atributivo ou Referencial carrega a função pragmática de Tópico, enquanto no molde de conteúdo apresentacional, o Subato tem a função pragmática de Foco. A partir dos pressupostos da Gramática Discursivo-Funcional, pretendemos propor uma análise das orações relativas na lusofonia, segundo o modo como o Falante empacota sua mensagem para atingir determinados objetivos que tem em mente no momento da interação. Para isso, utilizamos, nesta pesquisa de cunho qualitativo, o córpus “Português Falado”, produzido pelo Projeto “Português Falado, Variedades Geográficas e Sociais”, coordenado pelo CLUL (Centro de Linguística da Universidade de Lisboa), realizado em parceria com as Universidades de Toulouse-le-Mirail e de Provence - Aix-Marseille e representativo de todas as variedades oficiais da língua portuguesa falada. (Apoio: Secretaria da Educação do Estado de São Paulo)