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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Carlos Drummond de Andrade: a criatividade do poeta
Autor(es): Elis de Almeida Cardoso. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 22/10/2019
Palavra-chave Drummond,criatividade lexical,neologismo literrio
Resumo As criações lexicais literárias com objetivo estilístico, chamadas por Guilbert (1975) de criações neológicas estilísticas, apoiam-se na expressividade, traduzindo idéias não originais de uma maneira nova, exprimindo, de forma inédita, uma visão pessoal de mundo. Pensando exatamente nesse tipo de criação lexical, pretendemos mostrar neste trabalho quais os processos neológicos utilizados por Carlos Drummond de Andrade e qual o efeito obtido com eles. Para isso, escolhemos como fonte de pesquisa duas de suas obras mais recentes: Corpo (1984) e Amar se aprende amando (1985). Drummond é um poeta considerado pela crítica por sua temática e sua facilidade de lidar com as palavras e expor seus pensamentos, suas críticas, seus amores, suas (des)ilusões. Trata-se, entretanto, de um poeta-criador. Um poeta que trabalha com as palavras e, criando-as ou recriando-as, enriquece seu texto com um estilo próprio e pessoal. Do ponto de vista da Estilística Léxica, que se preocupa com os aspectos expressivos ligados aos componentes semânticos e gramaticais das palavras, pretende-se verificar a expressividade obtida com as unidades lexicais relacionadas à visão de mundo do poeta sobre dois de seus principais temas: o amor a existência humana. Analisando-se as criações lexicais, procura-se observar em seus últimos livros publicados em vida de que maneira o poeta acompanha as modificações sociais ocorridas no Brasil na década de 80. Pretende-se, pois, analisar os neologismos literários, mostrando não só quais os processos de formação utilizados - tendo por base a Morfologia Lexical -, mas também de que forma as escolhas lexicais que caracterizam a poesia e o fazer poético deixam bem claro o quão compromissado é Drummond com a linguagem. Suas criações são espontâneas, inusitadas e, por isso, expressivas. Com elas, Drummond imprime à sua poesia uma marca própria; inventando sua linguagem, o poeta dá ao texto originalidade, fixando-se no tempo e no espaço como um dos maiores nomes da literatura brasileira.