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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Complementação do latim às línguas românicas: evidência para a relação entre modalidade e tempo
Autor(es): Heloisa Maria Moreira Lima Salles. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave complementao,infinitivo,modalidade
Resumo O estudo examina o desenvolvimento de orações completivas do latim às línguas românicas. Em particular, considera-se o caso de orações infinitivas com ‘sujeito’ acusativo no latim, no confronto com a configuração inovadora, introduzida pela conjunção integrante que, na qual o verbo manifesta flexão de modo/tempo e pessoa/número, com implicações para a codificação morfossintática do sujeito, que manifesta propriedades do caso nominativo (orações com infinitivo flexionado do português são consideradas separadamente). Orações do tipo acusativo + infinitivo (cf. (1) são encontradas desde o latim arcaico (séc. III-I a.C.), estando presentes no latim clássico (séc. I a.C. – I d.C.) (cf. ERNOUX 1966): (1) Scelestiorem me hac anu certo scio vidisse numquam Mais criminosa 1sAc esta velha com certeza sei ver.inf.pass nunca (Plauto/Aul. 60) ‘Sei com certeza que nunca vi [mulher] mais criminosa que esta velha’ A análise adota o quadro da teoria gerativa, na abordagem de Princípios e Parâmetros (cf. Lightfoot 1991; Chomsky 1995). Segundo estudos prévios (Harris 1978; Checchetto & Oniga 2001), a mudança na complementação do latim às línguas românicas é determinada pela perda da morfologia de tempo/ aspecto no infinitivo latino. Na presente análise, propõe-se que a perda da morfologia de tempo/ aspecto no infinitivo interage com o tipo semântico do complemento, o qual é determinado pelas propriedades sintático-semânticas do verbo da matriz, o qual, no contexto epistêmico/reportativo, seleciona uma proposição, a que se associa o traço C-T +definido, enquanto, no contexto não-epistêmico/diretivo, seleciona uma eventualidade, sendo marcada para o traço C-T indefinido (cf. Manzini 2000) As conclusões vêm ressaltar o papel da categoria T na expressão sintática das categorias inovadoras, na interação com as propriedades associadas à codificação da modalidade realis vs. irrealis no nível da categoria C. CHECCHETTO, C.; ONIGA, R. 2001. Consequences of analyses of Latin infinitival clauses for the theory of case and control. University of Milano/ University of Udine. CHOMSKY, N. 1995 The Minimalist Program. Cambridge, Mass.: MIT Press. ERNOUX, Alfred. 1966 Morphologie historique do latin. 4 ed. Paris: Klincksieck. HARRIS, M. 1978 The Evolution of French Syntax: A Comparative Approach. London, Longman. LIGHTFOOT, D. 1991 How to Set Parameters: Arguments from Language Change. Cambridge, Mass.: MIT Press. MANZINI, M-R 2000 “Sentential complementation”. In P. Coopmans & M. Everaert & J. Grimashaw (eds.) Lexical Specification and Insertion. Amsterdam: John Benjamins.