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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Uma análise das orações adverbiais consecutivas iniciadas pelo conectivo de forma que
Autor(es): Karina Ftima de Souza. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 23/10/2019
Palavra-chave orao adverbial,oraes consecutivas,de forma que
Resumo O presente trabalho tem por objetivo analisar as orações adverbiais consecutivas iniciadas pelo conector de forma que, averiguando os contextos sintáticos, semânticos e pragmáticos em que esse conector ocorre. Para tanto, análise será embasada no modelo teórico funcionalista da Gramática Discursivo-Funcional (HENGEVELD E MACKENZIE, 2008). A adoção por esse modelo justifica-se pelo fato de que por meio dele é possível analisar os componentes sintáticos, semânticos e pragmáticos integradamente, pois essa teoria busca no discurso a motivação para os fatos linguísticos. Assim, serão analisados quatro parâmetros, dentre eles parâmetros semânticos e formais, são eles: tipo de entidade designado pela oração adverbial, correlação modo-temporal, tanto da oração principal quanto da oração adverbial, posição com relação à oração núcleo e correferencialidade do sujeito na oração adverbial. Os dados que compõem o corpus deste trabalho foram coletados no banco de dados Corpus do Português (www.corpusdoportugues.org). Trata-se de um corpus constituído por mais de 45 milhões de palavras, encontradas em aproximadamente 57 mil textos escritos, de gêneros variados. Para este trabalho foram considerados apenas os textos do Português do Brasil do século XX. Foram analisadas 135 ocorrências das orações consecutivas iniciadas por de forma que. Em uma breve análise dos dados foi possível constatar que quanto ao parâmetro tipo de entidade, as orações consecutivas iniciadas pela conjunção de forma que, em sua maioria, apresentaram tipos de entidade de segunda ordem, isto porque o estado de coisas descreve um estado que é qualificado quanto à sua realidade, sendo independente do falante. Quanto à correlação modo-temporal, as correlações que ocorreram com maior frequência foram as seguintes: Presente do indicativo (adverbial) – Presente do indicativo (núcleo); Presente do subjuntivo (adverbial) – Presente do indicativo (núcleo). O parâmetro posição apresentou, predominantemente, posposição com relação à oração nuclear. Esse dado corrobora com a afirmação de Neves (2011), na qual a autora diz que as orações consecutivas, quanto à ordem “constroem-se, geralmente, em uma ordem icônica, vindo a consequência depois da causa” (p.915). Assim, nos dados analisados, as orações seguiram a ordem na qual consequência presente na oração adverbial vem posposta à causa apresentada na oração principal. Por fim, o parâmetro correferencialidade do sujeito, nos dados analisados, na maioria dos casos, quando ocorre a anáfora na oração, ela ocorre por meio de anáfora pronominal. (Apoio: Capes/REUNI – Processo 117.52. 33)