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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: O LUXO DO Nº 5: UM PERFUME COMO FORMA DE VIDA
Autor(es): Fabrcio Coelho Malta. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Formas de vida,Prtica semitica,Embalagem
Resumo Chanel foi uma mulher à frente de seu tempo, um sinônimo de elegância e estilo que instituiu uma das imagens femininas mais marcantes do século XX, que perdura até os dias de hoje. Ela foi a primeira estilista a lançar seu próprio perfume, o Chanel nº 5, no ano de 1921. O perfume, de notas sofisticadas, concentra a fragrância de jasmins de grasse, sândalo e rosas e essência do pau rosa, combinação que o transformou num dos perfumes mais conhecidos e vendidos no mundo. Do frasco à embalagem, possui uma linguagem muito própria e que retém em si diversas características da marca: o luxo do frasco, apresentado no estilo art déco, retoma a elegância e a ultramodernidade do estilo Chanel. Desse modo, esta pesquisa busca analisar justamente, a relação que existe entre o perfume em si – o objeto, frasco e embalagem – e a identidade de marca de Chanel. Isto é, pretendemos, partindo da análise da embalagem e do frasco e dos discursos sobre o produto, especialmente o discurso institucional da marca, identificar, descrever e analisar os valores que estão nele instaurados, a forma de vida feminina que ele propõe e a natureza da relação que há entre a forma da embalagem, do frasco, seus valores e o estilo Chanel. Do ponto de vista de sua apresentação física, por exemplo, o frasco traz a aplicação de um selo que o identifica, com o famoso “duplo C” e uma tampa angulosa que lembra o formato de diamante, fazendo do Chanel nº 5 uma espécie de perfume-joia. As cores da embalagem – o preto e o branco – também fazem alusão às cores (ou à falta delas) mais frequentes nas peças de Chanel, como o que ocorre no look Chanel marcado pela oposição entre o “preto básico” e as pérolas, ou o seu famoso terninho branco e preto. Partimos portanto da hipótese de que ao tomarmos o frasco e a embalagem como um todo, podemos estabelecer uma analogia entre o objeto e o discurso que o organiza como uma marca longeva. Desse modo, tomando como base teórico-metodológica a Semiótica Francesa, especialmente os conceitos de Percurso Gerativo do sentido, conforme o modelo proposto por Greimas, e de Percurso gerativo da expressão (especialmente as noções de Prática semiótica e Formas de vida), como desenvolvido por Fontanille, espera-se poder reconstruir o percurso que vai da marca às formas de vida, passando, evidentemente, pelo objeto.