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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Políticas de gabinete e o professor engessado: uma análise dos documentos oficiais da PMSP
Autor(es): Aline Akemi Nagata. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 23/10/2019
Palavra-chave Autonomia do professor,Orientaes Curriculares,Polticas de gabinete
Resumo A presente comunicação tem por objetivo analisar os documentos oficiais publicados pela Prefeitura do Município de São Paulo (Orientações Curriculares e Cadernos de Apoio e Aprendizagem), buscando compreender as consequências da implementação de políticas de gabinete no trabalho diário do professor. A hipótese a ser defendida é de que, aos poucos, o currículo, as formas de trabalho e avaliação vêm sendo impostas às escolas, reduzindo drasticamente a autonomia do professor. Também ressaltamos que a publicação de Orientações Curriculares, tem por objetivo o estabelecimento de diretrizes que garantam conteúdos mínimos para os estudantes, independentemente de sua localização geográfica. Isso é o que os documentos afirmam. Por outro lado, parece-nos que eles têm um propósito outro, não tão nobre: estabelecer critérios para a avaliação das unidades, e, consequentemente, dos professores, ignorando a diversidade de público que as unidades escolares atingem (cerca de um milhão de alunos em diferentes regiões paulistanas). Ora, se tais orientações deveriam servir de guia e poderiam ser discutidas nas escolas, se elas preveem uma abertura curricular para conteúdos relevantes regionalmente, de acordo com os critérios da unidade, por que então as avaliações são padronizadas? Onde está a relevância do meio em que vivem, quando se trata de avaliar o aprendizado? Dessa forma, buscamos, durante a apresentação, responder a seguinte questão: qual é o papel do professor e do aluno na definição do currículo escolar, considerando que todas as decisões (conteúdos, materiais, metodologia) vêm de outras instâncias (Governos e Secretarias), sem serem discutidas com os envolvidos no processo? Tomaremos por base teórica para tal análise os escritos de Paulo Freire, que nos ensina que, fundar a educação em critérios pré-estabelecidos por gabinetes que nem sempre (quase nunca) conhecem a realidade da unidade escolar, é tomar para si uma atitude antidemocrática, já que não propõe, não discute, não estabelece, junto com os alunos, aquilo que eles devem apreender para aprender.