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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: A ORIGEM DOS SUFIXOS –NTE E –OR
Autor(es): Anielle Aparecida Gomes Gonalves. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 23/10/2019
Palavra-chave Morfologia,Semntica,Sufixos
Resumo Os sufixos –nte e –or possuem um importante papel no processo de formação de palavras por serem aptos à elaboração de nomes de agente, fato este que ocorre não só na língua portuguesa, mas também em outras línguas românicas, como no catalão, espanhol, francês, galego, italiano, provençal, e em línguas não românicas como o inglês, e no que diz respeito especificamente ao sufixo –or, sua abrangência se dá até mesmo no alemão e no papiamento. Estes afixos não só estão presentes como partes constituintes do léxico, isto é, como heranças vocabulares ou como efeitos de reflexos do passado, como são bastante produtivos contemporaneamente. Na língua portuguesa em específico, neologismos são criados em muitos momentos com o sufixo –or, como, por exemplo, fritador, que pode referir-se à pessoa ou ao aparelho que frita um alimento, e bolador, instrumento usado para enrolar fumo. O sufixo ‒nte, por sua vez, apesar de novas formações como nomes substantivos não serem muito extensas, seu molde formal e funcional é muito sólido, sendo ainda muito utilizado em diversas classes categoriais da língua. Esta apresentação tem como objetivo expor e discutir a origem destes sufixos, que remonta ao indo-europeu e ao grego antigo, assim como seus sentidos iniciais e os adquiridos ao longo dos tempos, e as causas para tal produtividade. A metodologia do trabalho consiste numa pesquisa sob a perspectiva histórica dos afixos mencionados, através de diversos dicionários etimológicos e de gramáticas históricas, cujo aporte teórico para a detecção da semântica dos sufixos é feita por meio de paráfrases (Rio-Torto 1998; Viaro 2009, 2011), que serão reveladas no decorrer da apresentação em alguns estudos de caso. A partir dos diversos estudos sobre os sufixos feitos pelo Grupo de Morfologia Histórica do Português (GMHP-USP), no qual esta pesquisa se insere, vê-se que essas partículas derivacionais possuem significado e história semântica particular (Gonçalves, 2009), cujo tecido arquitetado se manifesta na sincronia atual da língua. (Apoio: FAPESP ‒ Processo 2010-50668-0).