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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Dos fenômenos à estrutura clínica da negação
Autor(es): Tatiana cristina Ferreira. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 23/10/2019
Palavra-chave Semitica,negao,Psicanlise
Resumo O texto apresenta o projeto de doutorado centrado na semiótica francesa, na linha "greimasiana-hjelmsleviana", num diálogo com a psicanálise "freudo-lacaniana". Sob a técnica de uma arte do diálogo, vinda de Beividas (1991), temos um dever saber de que esta arte encontra e encontrará resistências, as quais mostraremos no decorrer da construção do diálogo entre, as distantes e por vezes tão próximas, a semiótica e a psicanálise. O tema a ser estudado e delimitado no seu percurso narrativo é a negação nos fenômenos psíquicos, segundo Freud, ou nas estruturas clínicas, segundo Lacan. O percurso de enunciação da negação se dará pelos mecanismos de defesa do inconsciente: a repressão, a rejeição e a recusa. Como esses mecanismos se constroem no percurso de enunciação de Freud a Lacan? Se a negação é um mecanismo que faz parte do jogo da linguagem e é uma função constitutiva da subjetividade psíquica, como se dá a articulação dicotômica paradigma e sintagma? Como se dá a negação nessas estruturas psíquicas em enunciação no universo das instâncias do discurso? Por meio do percurso gerativo do crer não ser, querer não saber, já apontados por Schlachter (2005), como se dá a tensividade? Os modos de existência e o movimento que fornece a passagem de um dos modos para o outro podem trazer o negativo de uma semiótica da presença ou da ausência? Pautamos na tese de que a linguagem é o reflexo do mundo e sob o percurso de uma epistemologia discursiva construiremos a significação da negação nas estruturas clínicas. O desafio, além de aproximar as teorias, é trazer algo de novo para a Semiótica, tendo em vista a relevância do estudo da negação na Academia de Semiótica da França, a qual se dedicou a este estudo em 1994 (Arrivé) e depois em 2011 (Zilberberg, Bertrand), o que nos faz pensar que ainda há percursos a desvelar e, por outro lado, apontar novos caminhos para estudos psicanalíticos e a vivência na clínica. (Apoio: CAPES)