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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Contextualizando o advérbio
Autor(es): Nelyse Salzedas, Rivaldo Alfredo Paccola. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Advrbio,Caracterizao,Contexto
Resumo O presente trabalho enfoca o uso do advérbio e suas funções contextuais. Para tanto, apoiamos a pesquisa em: Maria Helena Novais Paiva (“Contribuição para uma estilística da ironia”, 1961); Ernesto Guerra Da Cal (“Linguagem e estilo de Eça de Queiroz”, s/d); Marcel Cressot (“Le style et ses techniques”, 1969). Pretendemos discutir as funções e modalizações do advérbio em Eça de Queiroz, que herdou de Flaubert e da literatura francesa o seu emprego como recurso estilístico da língua literária dando-lhe uma grande vitalidade. Segundo Da Cal, Eça recolhe também a lição flaubertiana para a desenvolver em português e dar-lhe uma variedade e um atrevimento muito maiores. Na prosa eciana, o advérbio assume um importantíssimo papel. Ainda, de acordo com Da Cal, o advérbio de modo é plurifuncional: a) advérbio, reverso neológico do epíteto – a sua função como elemento suscitador de imagens; b) advérbio metafórico; c) advérbio emocional como veículo de comicidade; d) advérbio animista, subjetivo e caricatural; e) aliança advérbio-adjetivo – a superlativação adverbial; f) advérbio como elemento antitético do verbo; g) advérbio como elemento musical da frase. O texto de Paiva (1961) segue a linha de pesquisa de Da Cal (s/d) resumindo-lhe em cinco funções: 1. advérbio metafófico; 2. advérbio analógico; 3. advérbio emocional; 4. advérbio eufemístico; e 5. advérbio antitético. Por sua vez, Cressot (1969) não tifipifica o advérbio como Paiva e Da Cal, apenas faz uma descrição do advérbio de modo, quando afirma que sua morfologia encerra uma perífrase (um modo + adjetivo, como nas formações do tipo “diabolicamente”, onde o advérbio é formado diretamente de um substantivo não apenas em aparente exceção, pois o substantivo já adquiriu o caráter de um qualificador) para a expressão de uma ideia única, com sua consistente massa, uma força que emerge, de modo que o advérbio não precisa ser caracterizado, exceto no que diz respeito à intensidade. O autor verificou que essa caracterização é sempre feita por uma crescente especialização, o que caracteriza seu modo de ser. O corpus utilizado para referenciar tais funções encontra-se em textos de Eça de Queiroz. A pesquisa dos advérbios feita pelos autores supracitados contribui para o estudo da revitalização da língua portuguesa, já que se direciona ao advérbio dentro do texto, tirando-lhe o aspecto meramente morfológico.