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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: A interface lexical de dois códigos linguísticos: estudo preliminar do falar dos nipo-brasilienses
Autor(es): Yuko Takano. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 23/10/2019
Palavra-chave sociolingustica,contato de lnguas,falar
Resumo Este estudo foi elaborado para pesquisar o falar da comunidade nipo-brasileira do Distrito Federal sob a perspectiva semântico-lexical, contemplando a fundamentação teórica da sociolinguística, bilinguismo e o contato de línguas. Propõe-se, portanto, em averiguar o uso que revela o encontro de dois códigos linguísticos, dos quais uma que pertence à língua portuguesa e o outro à língua japonesa. Nesse encontro, surge um fenômeno que evidencia a presença de dois universos linguísticos que se compartilham e se intercalam no plano conceitual, o qual é revelado nas entrelinhas do seu léxico. Esse código é usado no dia-a-dia pelos membros que o detém e representa um instrumento de identificação tanto em termos linguísticos quanto de sua identidade linguística. A história linguística dessa comunidade transplantada atesta que o falante em contato com outros grupos sociais e linguísticos acaba desenvolvendo um fenômeno linguístico peculiar e único. A comunidade nipo-brasileira em cem anos de imigração seguiu a sua evolução, adaptando a língua de origem e criando uma nova variedade linguística que denominamos neste estudo de variedade nipo-brasileira. A pesquisa objetiva identificar a ocorrência do empréstimo lexical que surge devido ao contato de dessas duas línguas em constante interação e integração. A escolha do item lexical, pelo sujeito articula a relação entre ‘eu’ e o ‘mundo’, revelando, em parte, o seu referencial linguístico-cultural. Contemplam-se os sujeitos nipo-brasileiros da pesquisa da segunda geração (nissei) e todos do sexo feminino. As comunidades nipo-brasileiras pesquisadas são: Brasília; Brazlândia; Núcleo Bandeirante; Taguatinga e Vargem Bonita, das quais Brazlândia e Vargem Bonita são regiões consideradas não urbanas. Foram elaborados os cartogramas linguísticos, seguindo a orientação teóricometodológica da Geolinguística. Recorre-se ao estudo sociolinguístico dos precursores como Thomason e Kaufman (1991), Grosjean (1982), Fishman (1971), Gumperz (1998) e aos pressupostos teóricos/metodológicos da Geolinguística/Dialetologia, entre eles Alvar (1969), Chambers e Trudgill (1984), Coseriu (1979), Aragão (1984), Cardoso (2005), estes que preconizam os estudos da variação diatópica à luz dos pressupostos pluridimensionais.