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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: MODIFICADORES TEMPORAIS NA CAMADA DO EPISÓDIO: ESTUDO DO TEMPO ABSOLUTO SOB A ÓTICA DA GDF
Autor(es): Ana Paula de Oliveira. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave GDF,Modificador sintagmtico,Tempo
Resumo O presente trabalho objetiva apresentar parte dos resultados alcançados durante a realização de estágio de pesquisa no exterior (BEPE/FAPESP 2012-15225-5) a respeito do comportamento dos modificadores temporais sintagmáticos. Segundo Hengeveld Mackenzie (2008), cada unidade linguística consiste de uma parte obrigatória, o núcleo, e outra opcional, o modificador. Entende-se, pois, por modificador temporal, itens lexicais que tenham por função designar o tempo em relação a um determinado núcleo ao qual está relacionado. De acordo com a teoria, os modificadores temporais de Episódios são responsáveis por marcar o tempo absoluto. No que compete à função semântica de tempo, de acordo com Hengeveld & Mackenzie (2008), para designar categorias temporais, as línguas dispõem de expressões específicas. Algumas delas têm como referência o momento da fala, outras estabelecem posições relativas em uma linha do tempo, enquanto outras se relacionam com um calendário socialmente estabelecido. Algumas expressões temporais identificam um ponto específico nessa linha do tempo, outras um período. Na GDF, todas essas expressões têm em comum o fato de serem introduzidas pela variável t. Nosso córpus é constituído por ocorrências reais de uso extraídas do corpus “Português oral”, organizado pelo Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, em parceria com a Universidade de Toulouse-le-Mirail e a Universidade de Provença-Aix-Marselha, o qual contempla amostragens de variedades do português falado em Portugal, no Brasil, nos países africanos de língua oficial portuguesa e em Macau. O primeiro parâmetro de análise inicia-se no Nível Interpessoal e procura identificar se a construção em questão desempenha ou não função retórica ou pragmática. Posteriormente, no Nível Representacional, observamos qual a natureza da relação temporal, ou seja, se é anterior, posterior ou simultânea. Verificaremos, no Nível Morfossintático, se o modificador é ou não introduzido por preposição e, caso seja, qual é. Em seguida, investigaremos a posição ocupada pelo modificador na oração em que se encontra. No Nível Fonológico, por sua vez, o último parâmetro procura verificar se há ou não quebra entonacional entre núcleo e modificador, como pausas - breves ou longas, preenchidas ou não - e mudança na tessitura. Esperamos, a partir da apresentação dos resultados obtidos, não só contribuir para os estudos a respeito da descrição da relação adverbial temporal no português, como também para os estudos a respeito dessa categoria na GDF.