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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Inserção de vocabulário em morfologia derivacional: o caso de prefixos polissêmicos
Autor(es): Indai de Santana Bassani. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 14/10/2019
Palavra-chave Morfologia Distribuda,Prefixos,Polissemia
Resumo Neste trabalho, discutimos alternativas para o tratamento de prefixos polissêmicos no modelo da Morfologia Distribuída (Halle & Marantz 1993). Analisamos verbos que contêm prefixos assumidos como preposicionais, cuja contribuição semântica parece variada: há verbos de mudança de estado (engordar, amansar, esvaziar), mudança de local (engarrafar, aprisionar, expatriar) e locatum (enlaçar, amanteigar, estripar), principalmente. Assumimos que tais prefixos são realizações fonológicas de núcleos funcionais (Bassani 2012), que pertencem ao conjunto de núcleos P (preposições e partículas). São elementos mistos, com informação funcional e lexical. Sua natureza funcional reside no fato de serem morfemas relacionais que permitem a introdução de um argumento interno no evento. Por isso, propomos que possuem um traço relacional [+r]. Ademais, possuem traços direcionais [próximo/sobre], [dentro] e [fora] que são responsáveis por sua contribuição lexical para a formação verbal final. Entretanto, no caso dos verbos de mudança de estado, tal semântica direcional não emerge. Essa é, então, nossa questão de pesquisa: qual a melhor alternativa para o tratamento de itens de vocabulário que possuem a mesma forma fonológica com diferentes contribuições semânticas? Investigamos duas hipóteses de análise. A primeira hipótese (H1) é a de que há apenas um item de vocabulário e um único nó terminal, e essa se divide em duas linhas: a) Especificação total de traços: há um nó terminal com todos os traços que o prefixo pode realizar. O item de vocabulário também é totalmente especificado com os mesmos traços do nó terminal, resultando em uma combinação total e perfeita. A polissemia se dá pelo fato de que tal nó pode se combinar com diversos tipos de raízes (de resultado, de local, etc). A implementação dessa análise depende da operação morfológica de Empobrecimento (Halle 1997): traços irrelevantes são apagados no contexto de determinadas raízes, por exemplo: traços direcionais são apagados no contexto de raízes que denotam estado; b) Especificação parcial de traços ou subespecificação: há um único nó terminal parcialmente especificado com traços funcionais e os traços lexicais são copiados/percolados da raiz para o nó com o qual são concatenadas. Essa alternativa é uma implementação teórica da ideia de que alguns elementos P são inicialmente vazios de significado, mas completados quando combinados com outras ‘palavras’. A segunda hipótese (H2) á a de homofonia total: prefixos em diferentes contextos são itens de vocabulário independentes com traços distintos. Finalmente, optamos pela alternativa (H1)a. com base nas evidências que verbos com raízes presas (extrair, atrair) apresentam.