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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: A TOPONÍMIA EM REGIÕES DE FRONTEIRA: A QUESTÃO DA ISOGLOSSA TOPONÍMICA
Autor(es): Renato Rodrigues Pereira. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 22/10/2019
Palavra-chave Toponmia,Regio de fronteira,Isoglossa toponmica
Resumo O estudo da toponímia de uma região evidencia marcas da história, dos grupos étnicos formadores do espaço geográfico, refletindo, assim, a narrativa de um processo de dominação cultural, social e lingüístico de um povo. O recorte para este trabalho é resultado do estudo que realizamos para a pesquisa de mestrado sob o título A Toponímia de Goiás: em busca da descrição de nomes de lugares de municípios do Sul Goiano,quando comparamos dados toponímicos da microrregião de Quirinópolis – Sul Goiano com os dados da região do Bolsão Sul-mato-grossense (DARGEL, 2003) que integram o Banco de Dados do Projeto ATEMS (Atlas Toponímico de Mato Grosso do Sul) e com a toponímia de 11 municípios do Triângulo Mineiro (Projeto ATEMIG – Atlas Toponímico de Minas Gerais). Esse viés de análise considerou a hipótese da existência de uma possível “isoglossa toponímica” na região de fronteira de Goiás com os Estados de Minas Gerais e de Mato Grosso do Sul. A depender dos objetivos e hipóteses de uma pesquisa toponímica, o estudioso precisa recorrer a diferentes fontes teóricas e metodológicas que deem conta das distintas maneiras de analisar um corpus toponímico. Em face disso, orientamo-nos pelos princípios teórico-metodológicos da Toponímia, da Dialetologia e da Geolinguística. Para tanto, foi realizado um estudo contrastivo entre a nomenclatura dos acidentes físicos dos municípios dos três recortes toponímicos estudados. Os dados foram analisados sob três perspectivas, a saber: i) exame das cinco taxionomias mais produtivas em cada região, com vistas a detectar a motivação toponímica predominantemente no universo examinado; ii) análise da questão da língua de origem da toponímia das três regiões, com vistas a identificar os estratos linguísticos predominantes na nomenclatura dos municípios fronteiriços em estudo e iii) análise dos topônimos formados com o sufixo diminutivo em cada região, por tratar-se de um tipo de formação toponímica produtiva no universo estudado. A interface toponímica entre as três regiões estudadas gerou isoglossas toponímicas que foram mapeadas por meio de 11 cartas toponímicas, confirmando que a produtividade de determinados topônimos e/ou de processos de formação toponímica ultrapassa as fronteiras geográficas marcando áreas toponímicas distintas.