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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: O FUNCIONAMENTO LINGUÍSTICO-DISCURSIVO NA CONSTITUIÇÃO DA PROPAGANDA BANCÁRIA
Autor(es): Luciana Fracasse Stefaniu. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave propaganda bancria,gramtica,efeitos de sentido
Resumo O presente trabalho é fruto da pesquisa desenvolvida ao longo de nossa tese de doutoramento e destina-se à análise de duas propagandas do Banco do Brasil que circularam no ano de 1979, nas revistas Veja e Exame, nas quais procuramos compreender o processo de identificação do sujeito/cidadão brasileiro com o Brasil. O instrumental teórico que nos embasa é fornecido pela Análise de Discurso (AD) de linha francesa, a qual nos permite analisar os processos de produção de sentidos que estruturam cada propaganda, ou seja, a constituição, a formulação e circulação e , a partir deles, refletirmos sobre o interdiscurso (memória discursiva) que sustenta cada propaganda. Tais processos também permitem que identifiquemos as regularidades presentes ao longo das formulações (intradiscurso) verbais e não verbais bem como trabalhemos os conceitos de formações imaginárias, formações ideológicas, formações discursivas, efeito metafórico e silenciamentos. Partindo do entendimento de que a AD é uma “Teoria da Leitura” que se propõe a responder “Como um texto significa?”, “Como o texto se compõe e funciona?”, é que nos propomos a mostrar o funcionamento da gramática na formulação das propagandas aqui citadas. É relevante lembramos que, do ponto de vista discursivo, não existe um ponto final ou um começo absoluto em um texto; no entanto, a partir da instância do imaginário, no qual o indivíduo é interpelado em sujeito pela ideologia e assume, nesse contexto, a função-autor, permitindo que o efeito de fechamento se instaure no texto, isto é, o efeito de completude (começo, meio e fim). Assim sendo, pensar a gramática numa perspectiva discursiva é olhar para a linguagem não somente do ponto de vista das estruturas linguísticas, mas também como tais estruturas produzem sentido, ou seja, como se diz o que se diz e em quais condições de produção sócio-históricas e ideológicas surge a possibilidade de dizer do modo como se diz.