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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: Construções de movimento com propósito no PB
Autor(es): Patrcia Orfice. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave movimento,Finalidade,construes
Resumo O objetivo desse trabalho é investigar acerca da atualização da relação de finalidade em construções como (1). Essas construções representam casos [- prototípicos] de orações de finalidade, as quais, segundo Lehmann (2013) são denominadas como “movimento com propóstio” (motion cum purpose), contrapondo-se à afirmação de que as construções de finalidade são quase que categoricamente realizadas a partir da estrutura para + infinitivo DIAS (2001, p.95). A justificativa apresentada pela autora para a seleção da preposição para como introdutora das cláusulas de finalidade está associada ao seu valor semântico de finalidade e meta, além de para selecionar infinitivo, diferentemente das outras locuções conjuntivas de finalidade (a fim de que, por exemplo) que selecionam subjuntivo, modo menos produtivo no PB. (1) aí man/ aí ele mandô(u) meu pai saí(r) abrí(r) o portão abriu... aí eles entraram... Torrent (2009), por sua vez, defende que a ocorrência da preposição “para” seguida de infinitivo “(...) parece ser decorrência de uma necessidade de maior marcação sintático-semântica das cláusulas de finalidade em face do desmantelamento do sistema latino fundado nas relações de consecutio temporum e de complementação” (TORRENT, 2009:131). Segundo Lakoff e Johnson (2002 [1980]) e Lakoff (1987), as cláusulas de finalidade são aquelas que “codificam o movimento no mundo das intenções. O sujeito e/ou locutor estabelecem um propósito ou finalidade, cuja execução do objetivo demanda o deslocamento de uma origem a uma meta, com uma trajetória, no mundo das intenções. Nosso objetivo é, portanto, discutir se é mesmo a construção para + infinitivo responsável pela marcação da noção de finalidade, como ainda podemos interpretar (1) como uma construção de finalidade? Nossa hipótese inicial é a de que para, assim como aponta Torrent (2009), apenas explicita uma relação de finalidade e é fundamental nessa função apenas quando o verbo da oração principal não perfila nenhum sentido de finalidade. Considerando que as construções finais sem a preposição para não estão ocorrendo com todos os verbos, e sim somente com alguns verbos de movimento, pretendemos investigar quais características são necessárias para marcar o frame de finalidade e quais as construções são possíveis para marcar o nexo dessa relação.