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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: APAGAMENTO DOS RÓTICOS EM CODA SILÁBICA NO SUL DO BRASIL: UM ESTUDO PRELIMINAR
Autor(es): DIRCEL APARECIDA KAILER, DINA DE FATIMA DE ALMEIDA. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave RTICOS,CODA SILBICA,ALiB
Resumo Muitos são os estudiosos que têm estudado os contextos linguísticos e sociais que podem interferir no uso de uma ou de outra variante linguística. Quanto aos róticos no falar brasileiro, por exemplo, Head (1973), Callou et.al. (1998), Brandão, Cunha e Mota 2003; Brandão (2007), Castro (2009), Aguilera, 2009 já o investigaram sob diferentes aspectos. Especificamente sobre o apagamento desse fonema, Callou et. al.(1998) ressaltam que, por muito tempo, foi considerado como característica dos falares incultos, tanto que nas peças de Gil Vicente, no século XVI, essa variante servia para caracterizar o falar dos escravos. Da mesma forma tem servido ora como exemplo de pronúncia de pouco prestígio, demarcador social e como indícios de hipercorreção (HOUAISS,1970); ora como caracterizador de mudança linguística nos dialetos não-padrão (D’ARC,1992); ora como indicador de variação presente até mesmo na fala culta (CALLOU et al (1998). Monaretto (2000), por sua vez, investigou os falares nas capitais do Sul do país (Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba) com dados do VARSUL e constatou que nessa região ocorre a manutenção do /r/ em coda externa ao contrário do observado por Callou et al (1998) no dialeto do Rio de Janeiro. Oliveira (1997), citando Tessier afirma que o apagamento dos róticos em nossa língua é um fenômeno linguístico que vem de muitos anos, aproximadamente 500, destaca, também, que em grupos nominais, esse fenômenos é mais recente, tem em torno de 150 anos, não sendo, portanto tão antigo quanto ao cancelamento do /r/ em verbos, nem tão pouco produtivo quanto sua queda no contexto de coda interna. (Oliveira,1997: 40). Este processo fonológico se insere nas questões investigadas pelos pesquisadores do Atlas Linguístico do Brasil (ALiB) (andamento) . Sendo assim, o presente estudo, à luz dos pressupostos teóricos e metodológicos da Geossociolinguística, objetiva investigar, com dados coletados pela equipe do ALiB, as possíveis influências das variáveis diatópicas, diastráticas, diageracionais, diagenéricas e diamésicas, no apagamento do /r/. O corpus constitui-se das entrevistas de 24 informantes nascidos nas capitais da região Sul e de país, de ambos os sexos, na faixa etária entre 18 a 30 anos e 50 a 65 anos, sendo quatro alfabetizados e quatro com formação universitária. Os resultados têm apontado o erre como uma marca redundante e um discurso menos policiado como ambientes propício ao apagamento desse fonema.